Carta escrita 2 anos atrás deu pista da organização de Uemura
Owari – 29/07/2009
Denúncia anônima endereçada a 3ª Vara Federal, em Campo Grande, deu início a operação Owari, dois anos atrás.
De acordo com a carta, que teria sido preparada por um ex-empregado de Sizuo Uemura, 65, tido pela Polícia Federal como chefe de organização criminosa, o bem-sucedido empresário douradense fatura por mês cerca de R$ 1,4 milhão apenas com as funerárias que administra em ao menos sete cidades de Mato Grosso do Sul.
E a denúncia afirma que da soma arrecadada, apenas 10% é tributado, ou seja, para efeito de coleta de imposto, ao invés de R$ 1,4 milhão, Uemura faturaria apenas R$ 140 mil mensais.
No diálogo captado por meio de escutas permitidas judicialmente, um dos Uemura revela que a família possui 58 funerárias e ao menos 240 empregados.
Por meio da carta anônima a Polícia Federal descobre que os Uemura não só fazem fortuna com as funerárias e cemitérios, mas também com concessionárias de carros, hospital, empresa de factoring, agência de cobrança e vencendo licitações fraudulentas nas prefeituras de Dourados e Ponta Porã, principalmente.
Fonte: Midiamax



