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Pai denuncia negligência de hospital após morte de menino de seis anos

Um homem denunciou um possível episódio de negligência no atendimento ao filho dele, de seis anos, em um hospital particular. Ele foi ouvido na última quinta-feira (4) pela Polícia Civil, que investiga o caso como homicídio culposo.

De acordo com o pai, o menino, Ysrael Marcos Silva Pinho, foi atendido três vezes na unidade da Hapvida entre domingo (30) e segunda-feira (1º), mas morreu menos de uma hora após o último atendimento.

Procurada pelo g1 para um posicionamento, a operadora de plano de saúde disse que lamenta profundamente o falecimento da criança e manifestou solidariedade à família. A empresa também afirmou que abriu uma “apuração interna”.

“O paciente recebeu assistência nas passagens pela unidade, sendo avaliado clinicamente, medicado e liberado após apresentar melhora, sem sinais que indicassem gravidade no momento do atendimento. Uma apuração interna está em andamento para esclarecer as circunstâncias relacionadas ao caso”, completou a Hapvida.

Segundo relato feito pelo pai à Polícia Militar, a criança apresentou febre e falta de apetite no domingo. A família procurou o hospital pela manhã, quando o menino foi atendido e liberado. No fim da noite do mesmo dia, ele voltou à unidade, recebeu nova avaliação e novamente foi liberado.

Na manhã de segunda-feira, o pai retornou ao hospital relatando que o quadro do filho havia piorado.

Conforme o registro policial, o menino recebeu medicação para enjoo e foi liberado, apesar de o pai ter contestado a alta.

No início da tarde, Ysrael foi levado ao hospital pela terceira vez, mas morreu às 13h58. De acordo com o que a supervisão do hospital informou à PM, o óbito foi registrado após evolução do quadro clínico durante o atendimento.

‘Causa indeterminada’

A certidão de óbito do pequeno foi registrada como morte por “origem indeterminada”.

A Polícia Civil informou que instaurou investigação para apurar as circunstâncias da morte. As diligências estão em andamento e novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço do caso.

O Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRM-MG) afirmou que todas as denúncias recebidas são analisadas conforme o Código de Processo Ético-Profissional e que procedimentos em curso tramitam sob sigilo.

O caso ocorreu em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

(Informações g1)

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