Professora é torturada e assassinada na fronteira
Em Ponta Porã, na fronteira com o território paraguaio, via Pedro Juan Caballero, uma professora foi cruelmente assassinada e o veículo dela
CRUELDADE – 13/08/2009
Waldemar Gonçalves – Russo
Em Ponta Porã, na fronteira com o território paraguaio, via Pedro Juan Caballero, uma professora foi cruelmente assassinada e o veículo dela foi encontrado abandonado próximo ao Distrito de Sanja Pyta, no Paraguai.
De acordo com informações preliminares, a professora Gicela Maria Van Brussamarello, 40 anos, que foi encontrada morta no final da tarde de ontem no lado paraguaio, teria sido seqüestrada em torno de 11h30 após ela ter deixado a escola estadual “Joaquim Murtinho”, local onde lecionava Artes Plásticas em várias turmas.
Ela também dava aula na escola Adê Marques e nas Faculdades Magsul.
TRANSLADADO
Durante os levantamentos, a polícia constatou que a professora antes de ser morta com três tiros no lado direito da cabeça e sofrer também ferimentos provocados por golpes de arma branca, provavelmente uma faca tipo peixeira, teria sido vítima de tortura.
O corpo da professora está sendo velado em Ponta Porã na capela da Pax Primavera, porém deverá ser transladado para o sul do país, de onde ela era natural.
Com relação a autoria do crime, pelo menos até a manhã de hoje, tanto a polícia brasileira como a paraguaia não tinha nenhuma pista, porém ambas as autoridades policiais trabalham com a hipótese de latrocínio, ou seja, mataram a professora para roubar o carro dela, um importado Peugeot, que foi encontrado abandonado por volta de 23h45 de ontem, próximo a Universidade Pacífico, em Pedro Juan Caballero.
O veículo da vítima passou por perícia da Polícia Nacional paraguaia com o acompanhamento de agentes e peritos da Polícia Civil de Ponta Porã..
Outro fator que poderá ajudar a polícia, é que consta que na Universidade do Pacífico, onde o carro da professora foi encontrado, localizada na área central de Pedro Juan, há uma rede de circuito externo de TV e isso poderá ajudar nas investigações. A polícia paraguaia já teria a informação de que o veículo teria sido abandonado por volta de 21 horas, por um homem de estatura alta.
DOIS SUSPEITOS
Independente da falta de uma pista, a polícia paraguaia diz ter dois suspeitos de terem sidos os autores do bárbaro crime.
Consta que por volta das 14 horas duas mulheres que estavam cuidando de algumas vacas nas imediações do local aonde o corpo da professora foi encontrado, elas escutaram choro de uma mulher, e quando se aproximaram perceberam que dois homens que estariam em uma camioneta de cor escura, estariam conversando com ela.
Diante destas declarações, a polícia acredita que os desconhecidos possam ter sidos os autores do crime, que motivou uma grande comoção e revolta em Ponta Porã e região, principalmente de pessoas que conviviam com a professora, que era casada com o engenheiro agrônomo Elói Brussamarello, que fez o reconhecimento do corpo dela no necrotério. (Com informações do Conesulnews)
Fonte: Folha de Dourados



