30% das crianças não têm o nome do pai nas certidões
Pesquisa – 17/08/2009
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A gravidez não planejada, a falta do uso de métodos contraceptivos e a omissão dos pais no reconhecimento dos filhos estão entre as principais causas de um dado assustador que temos hoje no país: cerca de 30% das crianças não têm o nome do pai nas certidões de nascimento.A pesquisa foi realizada pela professora Ana Liési Thurler, mestre em Filosofia pela Universidade Federal de Santa Maria (RS) e doutora em Sociologia pela Universidade de Brasília, que através da análise de 180 mil certidões de nascimento, chegou à conclusão que em 30% delas falta o nome do pai.O presidente da ONG Brasil Sem Grades, Luiz Fernando Oderich, ressalta a gravidade deste problema. “Por consequência deste fato, não há o devido pagamento da pensão alimentícia, nem o comprometimento dos pais quanto à educação de seus filhos. Precisamos mudar este quadro”.Pesquisas como esta revelam que é cada vez mais comum no Brasil o nascimento de crianças de pai desconhecido, fazendo com que os números da criminalidade no país aumentem diariamente. Dados como este aparece na pesquisa feita pela cineasta Susanna Lira que está produzindo o documentário Nada sobre Meu Pai, filme que trata de histórias de rejeição e ausência paterna. Para fazer a produção, Susana fez uma pesquisa em diversos Estados brasileiros, em todas as classes sociais e constatou que 80% dos jovens infratores não têm o nome do pai na certidão.Existem hoje, no país, diversos movimentos isolados para mudar esta situação. No Rio Grande do Sul, a ONG Brasil sem Grades através do “Projeto Pai?- Presente!”, trabalha ativamente para reverter estes dados. O Projeto, lançado em março deste ano no Rio Grande do Sul, tem como finalidade mobilizar a comunidade para combater, além da evasão escolar, o uso de drogas, delinquência juvenil e comportamentos antisociais como vandalismo e prostituição infantil, demonstrando a importância da figura paterna no desenvolvimento saudável da criança e do adolescente.A iniciativa do projeto teve origem na cidade de Mirassol, São Paulo, onde o promotor José Heitor dos Santos realizou uma campanha para identificar os pais das crianças nas certidões de nascimento. Na ocasião, havia cerca de 700 crianças da sua comarca nesta situação. Com o projeto, houve a regularização de 90% dos casos. Dessa forma, também houve uma redução na evasão escolar, que foi de 20% para 0,5%, em Araraquara, e de 12% para 1%, em Mirassol.Fonte: Diário de CanoasFonte: brasilcontraapedofilia.wordpress.com/
Fonte: Folha de Dourados



