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Odilon diz que país deve aceitar colaboração dos americanos

Geral – 17/08/2009

O juiz Federal Odilon de Oliveira fez uma avaliação pessoal sobre o combate ao crime organizado que opera a muitos anos nas regiões de fronteiras secas entre o território brasileiro e os paraguaios e bolivianos. “Acho uma hipocrisia não aceitarmos a colaboração dos americanos” questionou Odilon de Oliveira lembrando que a polícia daquele país por ser muito bem treinada, informada e com um aparato operacional bem moderno, poderia em muito contribuir no Brasil no combate ao crime organizado, que tomou de conta às regiões de fronteiras com os territórios bolivianos e paraguaios. Dizendo ser impossível vencer a “guerra” contra o crime organizado se não haver uma união entre os três países vizinhos, Odilon de Oliveira fala que o governo brasileiro deveria permitir a instalação de uma base americana no território brasileiro, como ponto de apoio principalmente para a PF (Polícia Federal) no combate aos criminosos. “Mandar as mulas para a cadeia não é tão difícil assim. As cadeias do Brasil estão cheios delas. O correto mesmo seria mandarmos os cabeças, os chefões mesmo, mais para isso, eles tem de ser localizados e presos por uma força tarefa conjunta entre os policiais dos três países”, opinou o juiz. O juiz lembra também que no país há atualmente cerca de 450 mil presidiários, a maioria deles condenados por envolvimento com o tráfico de drogas. Para o juiz, os custos gastos com esses presos dariam para se construir pelo menos mil e 500 escolas por mês. “O trabalho tem de ser de prevenção, e não ostensivo”, disse o juiz acrescentando que a maioria destes presos veio das camadas pobres em todos os sentidos.
CHIRIGUELONo Paraguai, na região do Chiriguelo, que fica a pouco mais de 10 quilômetros de Pedro Juan Caballero, na fronteira daquele país com Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, existe uma base da polícia americana, que há alguns anos já vem dando suporte para que a Polícia Nacional e a Senad (Secretaria Nacional Antidrogas) possam atuar incansavelmente no combate ao crime organizado. “Se não houver uma cooperação entre os três governos, será impossível vencer estar guerra”, questionou o juiz citando a Bolívia, o Paraguai e principalmente o Brasil como produtores e rotas de drogas como maconha, cocaína e o terrível crack.Odilon de Oliveira diz também que a Polícia Federal necessita de um maior investimento para atuar no combate ao crime organizado, principalmente no setor de informática e de informações através do serviço de inteligência.
LIDER CABRALCom relação ao Paraguai o juiz lembra que naquele país há sete milhões de habitantes, porém, com uma grande maioria que vive sob o risco da pobreza. “O pai de família não tem opção para trabalhar no Paraguai. Daí ele vai plantar maconha para sustentar a esposa e os seus filhos. Isso é uma triste realidade naquele país”, disse o juiz.Com relação ao narcotraficante Felipe Baron Escurra, o “Barão”, que está sendo caçado por todo o território paraguaio acusado de comandar uma quadrilha especializada em roubos de caminhões e carretas, que já causou um prejuízo de cerca de 12 milhões de reais para as suas vítimas , e que reside em Cápitan Bado, considerada a região de cidades daquele país, como a que mais produz maconha no mundo, Odilon de Oliveira diz que ele não é o único perigoso que atua no crime. “Tem ele, tem o Carlos Arias, que é conhecido por Líder Cabral, este sim, sucessor de João Morel e muito violento também” disse o juiz acrescentando que além destes dois supostos narcotraficantes, há outros que também atuam naquela região de fronteira, de forma impune, uma vez que as autoridades paraguaias pouca coisa ou nada podem fazer para combatê-los, finalizou o juiz, voltando a afirmar que o Governo Brasileiro deve aceitar ajuda dos americanos para fortalecer o combate aos integrantes do crime organizado que infestam a região de fronteira entre os três países, causando falsa sensação de segurança e geração de empregos, mais que na verdade, implantaram mesmo o medo devido as suas mais perversas ações contra o cidadão de bem.

Fonte: Dourados Agora

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