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Problemas respiratórios matam dois em MS; Saúde descarta H1N1

Gripe Suína – 18/08/2009

  Dois casos de mortes por problemas respiratórios, um em Amambai e outro na Capital levantam a suspeita do risco de contaminação pelo vírus H1N1, da gripe suína.
Na cidade de Amambai, cidade a 340 quilômetros de Campo Grande, situada na região de fronteira com o Paraguai, um rapaz de 28 anos faleceu na noite de sábado. Ex-presidiário, ele trabalhava numa loja de material de construção e fazia tratamento de tuberculose.
Ele apresentou há 30 dias um quadro de pneumonia, o organismo não reagiu e o rapaz debilitado voltou a buscar auxílio médico e no dia 8 foi ao hospital da cidade e faleceu uma semana depois, no último sábado dia 15 de agosto.
No dia seguinte, domingo, o contador Marcelo Xavier Suzuki, 31, morreu com sintomas da doença no Hospital Unimed Miguel Couto, em Campo Grande. Assim como o rapaz de Amambai, Suzuki foi internado no dia 8 de agosto.
No laudo das duas vítimas: pneumonia.
Porém, a Saúde em Amambai descarta a contaminação pelo vírus H1N1. Em Campo Grande, a resposta virá do Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo, para onde foi levado o material para exame.
O Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, tem 50 exames de pacientes de Mato Grosso do Sul que esperam por respostas de que são ou não contaminados pela H1N1.
Cautela 
O diretor de Vigilância da Secretaria de Estado de Saúde, Eugênio de Barros descarta por enquanto relação de ambos os casos com a gripe suína.
‘A última confirmação que tivemos foi de uma paciente que está bem e em tratamento em Ponta Porã’.
Já o secretário de saúde de Amambai, Ednor Bampi, disse que na cidade houve cinco casos suspeitos mas o laboratório Lacen não levou os casos para o Adolfo Lutz por questão de protocolo.
O Ministério da Saúde recomenda que os exames da coriza sejam feitos somente em grávidas e doentes que apresentam sintomas graves no período de 48 horas.
Medo
Em Amambai, o medo da gripe suína tomou conta dos moradores e foi cogitado que ele tenha sido vítima do vírus Influeza A (H1N1), pois ele esteve em Ponta Porã, cidade que já registra um morte da doença.
No entanto, a Vigilância Epidemiológica de Amambaí visitou a residência do rapaz e observou que os familiares não foram contaminados e a equipe médica descartou os sintomas do vírus da gripe suína.
O secretário de saúde de Amambai, Ednor Bampi disse que no dia 8 de agosto, o rapaz não apresentava febre e apenas uma tosse forte. Sobre a tuberculose, o raio-x do pulmão será analisado por um médico de Dourados. “A gripe suína foi descartada pela nossa equipe de Vigilância Epidemiológica. O rapaz morreu de pneumonia e pelo protocolo isso foi descartado. Tivemos cinco casos suspeitos mas foram descartados”, justifica o secretário de Saúde.
Uma mulher de Ponta Porã foi um dos casos confirmados na última semana. Ela recebe tratamento no hospital da saúde.
O último boletim divulgado na semana passada pela Secretaria de Saúde do Estado mostra que a gripe suína se espalhou rapidamente pelo interior, mas a situação se agrava com maior intensidade na Capital. Eram nove casos confirmados da doença em Campo Grande. No Estado são 22 casos confirmados em seis municípios, mas tem 85 sendo investigados em 17 cidades.
Na semana anterior a Secretaria de Saúde informou que havia 15 casos confirmados de gripe suína em Mato Grosso do Sul e 63 pacientes com suspeitas da doença. Na semana anterior eram 10 casos confirmados e 35 suspeitos. Campo Grande tinha sete casos confirmados e 36 suspeitos na semana passada.
Além de Campo Grande com nove casos confirmados, Dourados vem em segundo com seis, Corumbá com três, Mundo Novo dois, Ponta Porã e São Gabriel do Oeste, um casos confirmados cada. Essas duas cidades não apareciam no mapa de confirmações da doença na semana passada. Por ora, não há confirmação de óbitos, segundo a Secretaria de Saúde.
Eugênio de Barros disse ao Midiamax que aguarda diariamente a chegada dos resultados enviados pelo Instituto Adolfo Lutz.
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Fonte: Midia Max

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