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Ministro diz que país poderá ter até 700 mil novos empregos

Economia – 18/08/2009

A Câmara Municipal de Dourados depois da deflagração da operação Owari e Brothers realizada pela PF (Polícia Federal) sob o comando do delegado Bráulio César Galloni no dia 7 de julho passado, que resultou na prisão de empresários, políticos e servidores públicos da cidade, de Ponta Porã e Naviraí, passou a ser “democraticamente” palco de protestos, com os envolvidos em sua maioria sendo patrocinados por grupos tanto de oposição como de situação, interessados em denegrir imagens de terceiros, que estariam ou não envolvidos episódio que praticamente desmontou parte do secretariado da atual administração.Na sessão da Câmara Municipal de ontem, a reportagem voltou a registrar novos protestos, com faixas estendidas visando atingir o ex deputado Federal João Grandão, o atual Geraldo Resende, o ex-prefeito Laerte Tetila e o ex-secretario de saúde e ex-vereador, Eduardo Marcondes.Das faixas expostas, a reportagem apurou que somente uma estava com o nome de uma entidade registrada, no caso, o Sinted, com os dizeres “queremos um país ético, onde a corrupção seja punida sempre…!”. As demais, segundo foi constatado, teria sido “patrocinadas” pelo grupo de sem-tetos sob a liderança de uma mulher.ERRO DE PORTUGUÊSSegundo apurou a reportagem junto à líder do grupo de manifestantes que se apresentou como sendo Rosemeire da Costa, a “Léia”, que se diz coordenadora do movimento dos sem-tetos de Dourados há 18 anos, todas as faixas, uma delas, com erro de português, foram “pagas” por elas, além do ônibus que realizou o transporte dos bairros para a sede do Poder Legislativo da cidade. “Fizemos vaquinha para mandar fazer as faixas e pagar o aluguel do ônibus”, disse a líder dos manifestantes  “Léia” , acompanhada de um grupo de mulheres, que residem em diversos bairros carentes da cidade, como o Estrela Verá, São Braz entre outros.Outro fato apurado pela reportagem, é que um rapaz de nome “Rodrigo” que seria funcionário de um dos vereadores, também estaria envolvido com as manifestantes, porém acompanhava o movimento à distância, com o objetivo claro de não transformar o ato como de interesse político em prol de seu suposto patrão. Neste caso, a reportagem apurou que o rapaz realmente teria ligações com o vereador, todavia, não se pode constatar se ele teria ou não alguma participação, mesmo que “por debaixo do pano” com o movimento realizado pelos sem-tetos.           Em uma das faixas, com o erro de português, o alvo foi o ex-prefeito Laerte Tetila, com os dizeres “Tetila e sua quadrilha levou Dourados para o burraco”.Em duas outras, o alvo dos sem-tetos foi o deputado Federal Geraldo Resende, com os dizeres “G.G das placas, igual o Pedro placa”, numa referência ao ex-governador Pedro Pedrossian e a segunda “Deputado Federal levou dinheiro do SUS quando era secretário de Saúde”.DEMOCRÁTICOAinda na manifestação de ontem, o ex-deputado Federal pelo PT (Partido dos Trabalhadores) João Grandão também foi “lembrado” pelos sem-tetos, com uma faixa exposta com os dizeres “Sanguessuga das ambulâncias. M.P precisa dar uma resposta. Esqueceram”, registrou a mensagem.Outro alvo dos sem-tetos foi o ex-vereador e ex-secretário de Saúde do município, médico Eduardo Marcondes, com a faixa expondo a mensagem “Marcondes PMDB, vai pagar prestação do carro”. Essa mensagem se deve ao grampo feito pela Polícia Federal, onde um empresário diz a uma funcionária para que ela pagasse a prestação de um carro do médico.Por fim, uma outra trazia uma mensagem no coletivo, atingindo principalmente os políticos e secretários municipais da administração Ari Artuzi, que foram envolvidos na operação dos agentes federais, que levou o vice-prefeito e secretário municipal Carlinhos Cantor, Darci Caldo e Carlos Iores, assessoras especiais da administração, e os vereadores Humberto Teixeira Júnior; Sidlei Alves e Paulo Henrique Bambu, onde podia se ler  nas faixas “Quem não deve, não teme”.O presidente da Câmara douradense, Sidlei Alves, ao ser questionado sobre os manifestantes presentes na sessão, com muita calma limitou a dizer que aquilo fazia parte da democracia, uma vez que o protesto embora com faixas criticas e direcionadas as pessoas interessadas pelo grupo de sem-tetos, foi realizado de forma ordeira e pacifica.No encerramento dos trabalhos dos vereadores, os sem-tetos enrolaram as faixas e se dirigiram para o ônibus que alegam ter supostamente pago com o dinheiro deles, porém, prometeram retornar na próxima sessão para dar continuidade na manifestação.          
Waldemar Gonçalves – Russo

Fonte: ABr

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