Interno da PHAC morre com suspeita e gripe: 6º caso
Dourados – 22/08/2009
Os casos suspeitos de mortes por gripe H1N1 (suína) esta semana, em Dourados, deixam em alerta as autoridades em Saúde. Até agora, suspeita-se de que seis pessoas tenham morrido vítimas da nova gripe. O sexto caso seria o de um detento que cumpria pena na Penitenciária de Segurança Máxima de Dourados (PHAC). Ele morreu ontem.
Segundo Informações, boletim expedido pela Secretaria Municipal da Saúde, nesta sexta-feira, informava sobre cinco mortes. Mas, na madrugada de ontem, por volta das 4h30, um homem de 46 anos, e que cumpria pena na Penitenciária de Dourados, passou mal no setor de isolamento da PHAC, onde estava internado com febre, problemas pulmonares e dificuldade para respirar. Devido a gravidade do caso, ele foi transferido para o Hospital da Vida, mas antes mesmo de receber atendimento morreu. Acredita-se que ele pode ter sido vítima da nova gripe. Na PHAC, alguns internos estão gripados, o que preocupa a direção do estabelecimento penal.
Entre os mortos com suspeita de gripe A (suina), na cidade de Dourados, estão uma mulher de 50 anos, moradora em Amambaí. Ela estava internada no Hospital Universitário desde o último dia 13. Quatro adultos (homens) e uma criança de quatro anos também morreram entre terça-feira e a manhã desta sexta-feira. Cinco destes casos constam de relatório oficial da Secretaria Municipal, emitido ontem. O jovem de 23 anos, que estava internado no Hospital Universitário desde o dia 8, morreu na terça-feira. Outro, de 31 anos, que esteve internado no Hospital Mater Dei e foi transferido para o HU, morreu na quarta-feira. O outro paciente, 45 anos e morador em Navirai, foi atendido em Dourados e morreu na quinta-feira. Além destes, tem o interno da PHAC. Todos apresentaram quadro gripal associado à doença respiratória aguda grave, típica de gripe suína.A menina de quatro anos, residente no Jardim Água Boa, morreu na madrugada desta sexta-feira, no setor de isolamento do Hospital Universitário de Dourados. O pai dela também esteve internado e passou por avaliação com infectologista Mariana Croda.
A médica, que atende pacientes com suspeita de gripe suína no Hospital Universitário de Dourados, disse que não há motivos para pânico.
Ela foi questionada sobre orientações às mães de crianças e professoras que tiveram contato com a menina de quatro anos que morreu na madrugada de sexta-feira com um quadro suspeito de gripe H1N1. A infectologista explica que 24 horas depois do contato com o paciente, se não houver sintomas, o risco é descartado.
O caso da menina gerou pânico entre as mães de alunos da creche no Jardim Água Boa. É que a criança teve contato com cerca de outros 100 meninos e meninas, além de professoras e gestantes.
Agora, as mães temem mandar os filhos para a creche. Elas precisam trabalhar e também não têm onde deixar as crianças. No entanto, a médica infectologista disse que os estudantes podem frequentar as aulas na creche, já que a menina de quatro anos, que morreu esta madrugada, já estava internada há três dias e o período de contágio (as 24 horas seguintes ao contato com a paciente) já havia passado.
Fonte: Douradosagora



