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Juíz ‘despeja’ Grupo Escoteiro de sede em Dourados

Cidade – 28/08/2009

O juiz Carlos Alberto Rezende Gonçalves suspendeu, em decisão nesta quinta-feira dia 27, a posse do Grupo Escoteiro Dourados sobre o imóvel que a entidade ocupava. Há pelo menos dois anos desativado, o Grupo Escoteiro Dourados pretendia permanecer no imóvel, que já trocou de proprietário. Pela decisão, os novos proprietários devem assumir o imóvel, depois que ficou comprovado, mediante provas documentais que a entidade não está em atividade e estava deixando o prédio à mercê da ação do tempo e com as contas em atraso, como o de serviço de água.Pelas provas, o juiz entendeu que a posse do imóvel foi abandonada no final do ano de 2007 pelo Grupo Escoteiro. Em 14 de maio a entidade foi notificada a retirar pertences do local. No dia 16 deste mês os proprietários chegaram a ser acusados de invadir o local, mas tudo não passou de equívoco, pois o imóvel havia sido adquirido do antigo proprietário diante da constatação de que o Grupo Escoteiro estava desativado e, portanto, não teria mais nenhuma atividade a desenvolver no local.Outro LadoDe acordo com informações passadas em contato com Naise Dobbins, ex diretora do Grupo, pessoas teriam entrado no local e retirado tudo da casa, inclusive documentos da entidade estavam no lixo. Segundo o leitor, identificado apenas como Geronimo, os materiais foram guardados em outro lugar e classificou os papéis jogados na lixeira como “lixo no lixo”. “O que nos deixa assim não é tanto o fato da venda, mas sim o que fizeram com nossa história”, diz o ex-escoteiro Tiago Canisso. Ele mostrou os documentos do Grupo jogados em um “papa entulhos” na calçada. As atividades do Grupo foram paralisadas no ano passado, mas teria um projeto para voltar a funcionar em 2009, segundo Canisso. Ele explica que a casa que servia como sede foi doada ao grupo e que o responsável pela procuração seria um advogado. O leitor Paulo, diz que o Grupo era reconhecido como serviço de Utilidade Pública Municipal e, para ele, a questão não é quem comprou, mas sim quem vendeu. Em circunstâncias ainda apuradas, o advogado teria vendido o imóvel para um comerciante e estabelecido um prazo para retirarem os materiais. Jéssica krih espera que a situação seja resolvida e não deixe prejuízo para nenhum dos lados. “Deixemos de ofensas e apenas torcemos para que esse caso seja esclarecido e nenhuma das partes fique lesada”, concluiu.

Fonte: Dourados News

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