Imagem pode desvendar morte de professora em Ponta Porã
Policial – 03/09/2009
Waldemar Gonçalves – Russo
Em Ponta Porã, na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai, a PC (Polícia Civil) espera ter acesso às imagens de uma câmara de segurança de um banco de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, com o intuito de poder ajudar a desvendar o assassinato da professora Gicela Maria Vangissel Muller, ocorrido no Distrito de Sanga Puitã, no dia 12 de agosto passado.
Por outro lado, a polícia paraguaia havia divulgado que as investigações sobre o crime seriam realizadas sob sigilo, no entanto, nenhum comunicado foi entregue para à polícia brasileira.
Responsável pelas investigações, o delegado de Ponta Porã, Clemir Vieira Júnior, afirmou ontem que deveria pedir ao Ministério Público de Pedro Juan, que conduz as investigações, a cópia das imagens feitas pela câmara de filmagem da agência bancária.
O Ministério Público paraguaio através do promotor Sisto Marin, percorreu estabelecimentos comerciais no centro de Pedro Juan, principalmente nas proximidades aonde o carro da professora foi abandonado, com a intenção de localizar outras câmeras de vídeo que possam ter registrados o momento em que o carro da vítima passou pelo local, e deverá solicitar a gravação da agência registrada na data em que a professora desapareceu.
O objetivo das gravações é poder constatar quem teria estacionado o carro da professora para poder chegar ao autor ou autores da morte da professora.
Gicela Maria foi encontrada morta com sinais visíveis de que teria sido torturada e estrangulada.
Na oportunidade, a suspeita foi de que ela tivesse sido torturada pelo seu assassino, para que fornecesse a senha de seu cartão de crédito bancário, porém a investigação praticamente não avançou, inclusive a polícia se quer tem em mãos algum nome de suspeito.
Uma coisa a polícia brasileira tem certeza, a de que ficou confirmado que Gicela Maria sumiu em território paraguaio, e o caso foi assumido pelo Ministério Público daquele país, todavia, uma equipe da Polícia Civil de Ponta Porã ficou à disposição para colaborar com as investigações, uma vez que a morte da professora chocou a população daquela região de fronteira entre os dois países.
Fonte: Folha de Dourados



