Aumentar área não resolve problemas de índios, diz Gino
Câmara – 04/09/2009
Atento com o processo de demarcação de terras indígenas em Dourados o vereador Gino Ferreira (DEM) está preocupado com a configuração desta situação no município e região, pois ele acredita que não existe uma política indigenista consistente que atenda às necessidades dos índios que moram em Mato Grosso do Sul e que, ao contrário do que tem repercutido, o aumento de área não é a solução para que a comunidade indígena tenha uma vida mais digna.
Segundo o vereador, quando um representante do CIMI (Conselho Indigenista Missionário) fala sobre a demarcação de terras indígenas é sinônimo de anarquia, pois o CIMI, que se diz da igreja católica, fomenta invasões a terras de produtores rurais, desestabilizando o setor produtivo do país. Ele esclarece que estas ações são incentivadas por ´forças internacionais` que não se interessam em ver o Brasil se fortalecer como potencia mundial, já que a base da economia gira em torno da produção de mantimentos. Isto é preocupante para Mato Grosso do Sul, pois querem destruir nosso Estado com a demarcação de terras, esclarece.
A demarcação de terra tem como apoio os estudos antropológicos, porém, estes sempre confirmarão que as áreas pertencem aos indígenas. Mas se for feito um retrocesso histórico percebe-se que, o Brasil era habilitado por índios até a sua descoberta, portanto, estas pesquisas não justiça a perca de terras de muitos proprietários rurais. O que temos é uma interpretação equivocada dos órgãos que defendem juridicamente os índios em relação à Constituição, nela consta claramente que serão demarcadas as terras ocupadas a partir de 1988
Como exemplo é possível relembrar a demarcação de terra do Panambizinho, em que não apresenta nenhuma melhora na qualidade de vida dos indígenas. De um lado muitos índios vivem abandonados, sem moradia, assistência à saúde e outros benefícios básicos, potencializando os problemas sociais do país, por outro, os produtores rurais passam por momentos de dificuldades, o que acarreta em uma redução no crescimento do agronegócio em MS.
A verba gasta em estudos deveria ser mais bem aplicada, com resultados mais sólidos para os índios. O que precisamos é de uma política indigenista voltada para soluções, relata Gino Ferreira. Ele avalia o momento como uma era demagógica em que o dinheiro gasto com o fantasma da demarcação deve ser convertido em política séria e transparente e que os índios devem receber benefícios e não promessas de uma vida melhor.
Fonte: Folha de Dourados



