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Lideranças do PT dizem que aliança com PMDB é ‘aberração política’

'Com todo respeito ao PMDB, mas em nosso estado não há condições políticas dessa união', diz João Grandão

Eleições 2010 – 08/09/2009

 
 
 
‘Com todo respeito ao PMDB, mas em nosso estado não há condições políticas dessa união’, diz João Grandão
 
José Henrique Marques
 
            As notícias veiculadas na imprensa nessa semana de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria chamado o governador André Puccinelli para conversar sobre uma possível aliança entre PT e PMDB em Mato Grosso do Sul repercutiram entre algumas das principais lideranças petistas do estado.
            Puccinelli teria se encontrado com Lula juntamente com lideranças partidárias, prefeitos e governadores para tratar da composição de forças regionais em torno da continuidade do seu projeto. A ideia de Lula é atrair apoio à ministra chefe da Casa Civil Dilma Roussef.
            “Vejo com absoluta estranheza esse encontro. O presidente não me desautorizou. Todos sabem que estive com ele no Carnaval. Minha candidatura é irreversível”, disse o ex-governador Zeca do PT ao site Midiamax. “Para ele, tudo não passa de boatos porque os resultados das últimas pesquisas mostram uma situação embolada”, disse Zeca sem entrar em detalhes.
            Zeca diz que somente o PT pode o fazer desistir da candidatura. “Eu desisto se o partido não quiser que eu saia candidato”
            O ex-deputado federal e principal liderança da corrente Democracia Socialista (DS), João Grandão, vai além ao considerar uma aliança PMDB/PT como uma “aberração política”. “Com todo respeito ao PMDB, mas em nosso estado não há condições políticas dessa união, diante de divergências históricas”, afirmou Grandão, acrescentando que o eleitorado dos dois partidos “jamais entenderá esse acontecimento”.
            “A candidatura dos companheiros Zeca ao governo e Delcidio ao Senado são irreversíveis e é posição tomada no Diretório do partido pela grande maioria das correntes internas”, diz João Grandão, adiantando que a segunda vaga para o Senado está reservada aos outros partidos que poderão fazer parte da coligação como PDT, PSB, PC do B e até mesmo o PR, entre outros.
            Para afastar qualquer possibilidade de aliança com o PMDB para a reeleição de Puccinelli, o PT programou um encontro dia 10 em Campo Grande. “Estamos coesos em torno do nome de Zeca para a disputa”, diz João Grandão. “O PT está forte e nós vamos para o enfrentamento em 2010”, reafirma Zeca.
 
Olho: O PT está forte e nós vamos para o enfrentamento em 2010
 
 
 

Fonte: Folha de Dourados

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