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Corpo da jovem morta em Lisboa chega no fim de semana

Geral – 09/09/2009

O corpo de Patrícia Nerino Penha, a jovem brasileira que morreu em Lisboa, deve chegar a Campo Grande no fim de semana. A família conseguiu o dinheiro na semana passada, pagou as despesas do transporte e aguarda o embarque em Portugal após a burocracia da empresa funerária contratada para o translado. Amanhã faz exatamente um mês que Patrícia faleceu em uma clínica psiquiátrica. Segundo Maraísa Nerino Penha, irmã da vítima, o sufoco da incerteza de teriam o corpo de Patrícia para sepultar em Porto Murtinho, cidade onde vivem a maioria dos parentes, acabou. Segundo ela, a funerária portuguesa leva o corpo de Lisboa a São Paulo, sendo que o trecho a Campo Grande é feito por uma funerária local. Antes de seguir para Porto Murtinho, o corpo deve passar por outro exame necroscópico para apurar as causas da morte, que não ficaram claras no laudo médico português, a pedido de Maraísa. Na semana passada, o IML de Lisboa mandou um e-mail para a irmã de Patrícia comunicando a liberação do corpo. “Não falaram nada do resultado”, diz Maraísa. Caso fique comprovado o erro da clínica onde Patrícia foi enterrada, a família pretende entrar com um processo contra o local para tentar reembolso do valor. O caso Patrícia viajou sozinha para morar em Lisboa há cinco anos e lá conheceu Diego Pavão, douradense, com quem passou a morar. Os dois viviam ilegalmente em Portugal e segundo Maraísa, o rapaz não queria que ela voltasse ao Brasil e Patrícia entrou em depressão. No início do mês de agosto, Pavão comunicou a família de Patrícia que a havia levado ao hospital Curry Cabral, em Lisboa, porque a mulher teria se descontrolado. “Ele achou que ela estava possuída”, conta Maraísa. Do hospital ela foi transferida a uma clínica psiquiátrica. O motivo da transferência também não foi informado à família. Alexander Nerino Penha, outro dos irmãos, resolveu ir pessoalmente ir a Portugal para checar a situação da moça. Ele chegou no domingo ao local. Alexander viu a irmã somente uma vez. De família evangélica, ele levou óleo para ungir Patrícia, mas teria sido impedido pela equipe do hospital, que medicou a paciente assim que ela abriu os olhos e segurou na mão do irmão. A partir daí ele foi proibido de entrar no quarto mesmo nos horários de visita. A médica que atendeu Patrícia no hospital Curry Cabral, Maria João, teria feito uma série de exames na moça, que apresentaram resultado negativo para drogas ou medicamentos. No último dia 10, a clínica entrou em contato com os familiares para comunicar a morte da mulher.

Fonte: TV Morena

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