Mãe dá à luz dentro da viatura dos bombeiros em Corumbá
Geral – 15/09/2009
”Meu pai e meu marido não conseguiam carro para me levar à maternidade, aí ligaram para o Corpo de Bombeiros”, contou à reportagem do jornal Diário Corumbaense a jovem Patrícia Farias Rodrigues, 18. Na manhã de domingo, 13 de setembro, ela deu à luz um filho dentro de uma viatura do 3º Grupamento. Moradora no bairro Cristo Redentor, Patrícia revelou ter ficado com medo que algo acontecesse com o bebê. “Estava sem um médico por perto”, disse. Ao findar o trabalho de parto, já com a criança no colo, Patrícia externou gratidão aos bombeiros pelo apoio no momento que acredita ter sido “o mais difícil” de sua vida.
Patrícia disse que começou a sentir contrações na madrugada do último sábado, dia 12. Mas, pensou ser apenas dores normais de gestação. Por volta das 08h30 de domingo, a bolsa se rompeu causando desespero nela e em toda a família. “O médico me disse na última consulta que o nascimento estava perto, mas não deu precisão de data, por isso não liguei para as dores. Quando eu percebi que era a hora do nascimento meu pai e meu marido não conseguiam um carro para me levarem a maternidade, aí ligaram para o Corpo de Bombeiros. Porém, surgiu um carro que iria me levar, as dores eram muito fortes.
Cheguei a ir alguns minutos de carro, mas as dores aumentaram e começou a sair sangue, foi quando a ambulância do Corpo de Bombeiros se aproximou e me passaram para a viatura, minha mãe ficou comigo o tempo todo”, lembrou a jovem.
A criança nasceu às 09h45 do domingo, no carro dos bombeiros, pesando 2,4 quilos e vai se chamar Ana Beatriz Rodrigues Ruiz. “Fiquei muito nervosa, tinha muito medo de não aguentar as dores e de algo acontecer com meu bebê, porque eu estava sem um médico por perto. A sorte foi que minha mãe estava muito calma e me acalmava também. Lembro que eram três bombeiros, um deles ficou comigo e minha mãe, e os outros dois fizeram meu parto, acho que foi o momento mais difícil da minha vida”, relembrou.
Patrícia não é mãe de primeira viagem. Tem um filho de 2 anos chamado Leandro. “Deu mais medo porque no parto do meu primeiro bebê, eu vim para a maternidade e vi que para um neném nascer eram necessárias várias pessoas. Lá (na viatura) não havia sequer uma enfermeira, não sabia da capacidade dos bombeiros. Sou muito grata a eles”, reconheceu. Patrícia e Ana Beatriz passam bem. “Graças a Deus, ocorreu tudo bem. Só depois que a Ana veio mamar pela primeira vez eu fiquei mais calma”, contou Patrícia emocionada segurando seu bebê no colo.
Prática
Bombeiro há doze anos, o cabo Osmar Salvatierra, 39, foi um dos três militares do 3º Grupamento que atenderam a ocorrência que resultou no nascimento da criança na viatura. Ele afirmou que o parto em ambulâncias não é algo tão raro assim e já passou por outras situações semelhantes. “Já houve outros momentos como este”, disse.
“Somos treinados para atuar nessas ocasiões e o tempo de serviço nos dá uma prática maior”, contou. A respeito do parto ocorrido no último domingo disse que foi muito rápido. “Praticamente só aparamos, foi espontâneo e a mãe já estava no segundo filho. Começou a coroar (aparecer o alto da cabeça), tivemos de aparar, cortar o cordão umbilical, fazer a assepsia e levar para a maternidade”, resumiu. Também estavam na viatura o cabo Márcio e o soldado Dutra.
Fonte: Diarionline.com.br/JP



