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Canibais revelam o gosto da carne humana e comparam a corte muito pedido em açougues

Mesmo que impopular e muito condenado, o canibalismo está presente na história da humanidade desde os primórdios e a dúvida sobre qual seria o gosto da carne humana pode passar pela cabeça da maioria das pessoas.

Alguns canibais do Ocidente, que ousaram ultrapassar esse limite, descrevem sabores inesperados, comparando-a a cortes populares em açougues, como porco, vitela e até cabra.

De relatos históricos a casos criminais, surgem descrições que vão além: há quem diga que lembra atum fresco ou até mesmo um sabor agridoce.

Qual o gosto da carne humana?

A resposta dessa pergunta varia de acordo para quem ela é feita. Para o jornalista William Seabrook, a carne humana parece com uma “vitela de primeira qualidade, porém ligeiramente mais firme e pegajosa”.

Foi assim que ele a descreveu em suas polêmicas memórias da década de 1920, criando um dos primeiros registros detalhados da “especiaria”. Seabrook revelou que conseguiu a carne humana com um amigo que trabalhava em um necrotério em Paris, na França.

“Carne suave, de sabor subtil, sem o caractere marcante de cabra ou porco“, completou.

No entanto, esta visão contrasta com relatos mais recentes. Armin Meiwes, o canibal alemão que consumiu mais de 40 quilos de uma pessoa que matou, em 2001, descreveu o gosto da carne humana como similar à de porco, porém “mais amarga e intensa”.

“A primeira mordida foi muito estranha. Passei mais de 40 anos desejando isso, sonhando com essa conexão interna perfeita através da carne”, revelou na época ao The Independent.

Já o criminoso japonês Issei Sagawa, que matou e devorou uma estudante holandesa em Paris, em 1981, fez comparações um pouco mais tendenciosas.

Ele afirmou que as nádegas “derretiam na língua como atum de primeira qualidade”, considerou o pescoço a parte mais saborosa e descreveu os seios como excessivamente gordurosos.

Outro relato existente sobre o gosto da carne humana é o da modelo egípcia-americana, Omaima Nelson. Em 1991, ela matou o marido e comeu partes do corpo dele.

Omaima Nelson, que matou e comeu o maridoOmaima Nelson, presa por matar e comer o marido – Foto: Reprodução/ND

Ela revelou que temperou as costelas do homem com molho barbecue e que achou o sabor naturalmente adocicado. Ou seja, como qualquer outra carne, o gosto da carne humana pode ser significativamente alterado pelo método de preparo.

Existe um consenso entre canibais sobre o gosto da carne humana?

O que parece ser consenso entre as pessoas que já provaram carne humana é que ela parece ocupar um território intermediário entre carnes vermelhas e brancas.

No entanto, especialistas forenses alertam que para não acreditar em todas as comparações feitas com outras carnes.

Isso porque a composição muscular humana difere significativamente de outros animais, com maior teor de mioglobina e distribuição única de gordura intramuscular.

A mioglobina é  responsável pela coloração mais escura e sabor “metálico” ou ferroso, semelhante a carnes consideradas “vermelhas”, como a de boi.

Já a gordura distribuída de forma diferente tende a resultar em uma textura mais macia, mas sem o mesmo marmoreio característico de bovinos, o que influenciaria no sabor e na suculência.

É crime comer carne humana no Brasil?

No Brasil, a legislação não tipifica diretamente o ato de comer carne humana como crime. No entanto, condena outras condutas relacionadas ao modo de obtenção da carne, por exemplo:

  • Homicídio (art. 121 do Código Penal);
  • Vilipêndio de cadáver (art. 212 do Código Penal) – praticar ato de desrespeito ou profanação contra um corpo humano;
  • Ocultação de cadáver (art. 211 do Código Penal) – se a ingestão da carne for associada a esconder o corpo.

Portanto, uma pessoa que come carne humana no Brasil pode ser penalizada com base nas penas para homicídio, vilipêndio de cadáver e ocultação.

(Informações ND +)

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