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Termina greve dos Correios em MS

Depois de cinco dias de paralisação os carteiros da capital voltam ao trabalho; interior deve retornar ainda hojeMutirão deverá ser feit

Acordo – 22/09/2009

Funcionários da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) de Campo Grande decidiram no final da tarde de ontem voltar ao trabalho e encerrar a greve que já durava cinco dias. Em Dourados e Aquidauana a decisão deverá sair ainda hoje, quando às 6h30 haverá assembleia. Tudo indica que os funcionários vão retornar ao trabalho. A greve estava sendo feita de forma unilateral, se uma das cidades encerrassem a paralisação as outras também terminariam.A decisão só não foi tomada em conjunto devido ao atraso da assembleia na capital. Os sindicatos dos três Correios reuniria os funcionários no período da manhã, mas o tempo chuvoso em Campo Grande adiou a reunião para o final da tarde.João Quenedi, que está no comando da greve em Dourados, disse que o indicativo do comando regional é para terminar a greve. “Somente depois da assembleia de hoje poderemos saber se os 32 carteiros que estão paralisados vão voltar ao trabalho. Se voltarmos, será contra a nossa vontade”, disse o sindicalista, assinalando que os funcionários de Dourados estão descontentes com a proposta oferecida pelos Correios.Em todo o país o efetivo parado que era de 31% caiu com a volta ao trabalho, na manhã de ontem, dos funcionários do Rio de Janeiro e de algumas regionais dos Correios na Bahia, Rio Grande do Norte, em Santa Maria (RS), Ribeirão Preto (SP) e Bauru (SP). A volta ao trabalho desses profissionais motivou os carteiros de Campo Grande a encerrar a greve, segundo o secretário geral dos Correios em MS, Alexandre Takachi.Segundo ele, será necessário uma semana para colocar em dia a entrega das cartas que estão paradas. Takachi não soube dizer quantas delas estariam estocadas na capital. Mutirão aos finais de semana, de acordo com ele, será feito para acelerar o trabalho.Na última sexta-feira a empresa entrou com um processo de dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST), alegando que a greve dos funcionários é “abusiva”. Por direito da estatal, funcionários que não voltassem ao trabalho até ontem teriam descontos na folha de pagamento. A categoria exigia a incorporação de R$ 300 ao piso de R$ 650 e reajuste salarial de 41%. Defendia também mais contratações de carteiros e uma reestruturação da empresa. A proposta do governo vencida no acordo foi de um reajuste salarial de 9%, além de outros benefícios.PAGAMENTOGrande parte das correspondências simples não entregue pelos Correios são faturas de contas e boletos bancários. A Federação Brasileira dos Bancos (Fenabran) alerta os clientes a entrar em contato com as empresas para solucionar possíveis atrasos de faturas, sob a sugestão de envio por fax ou e-mail, como também pagamento de contas pela internet e caixa eletrônico. A Fenabran comunica ainda que os bancos não se responsabilizarão pelas multas aplicadas em caso de atraso de pagamento.

Fonte: Dourados Agora

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