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Bebida destilada causa dependência maior do que a cerveja

Pesquisa – 24/09/2009

Alcoolistas que preferem bebidas destiladas, como uísque, cachaça ou vodka, têm uma dependência de álcool mais grave, aderem menos a tratamento para parar de beber e têm mais recaídas, quando comparados aos que preferem cerveja. A conclusão é de um estudo da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), que ressalta a possibilidade de tratamentos diferentes serem mais eficazes para viciados que preferem um dos dois tipos de bebidas. O estudo foi o primeiro no mundo a relacionar a preferência por uma bebida e a aderência ao tratamento”, diz o psiquiatra Danilo Baltieri, que trata alcoolistas há 12 anos e coordenou a pesquisa. “Contudo, mais pesquisas precisam ser feitas para saber se os resultados valem para a população toda ou só para aquela amostra”. A pesquisa foi parte de um estudo que testou dois tipos de remédios em 100 consumidores de destilados e em 53 que preferiam cerveja. As pessoas que bebiam destilados aderiram menos aos tratamentos, independente dos remédios usados. Além disso, elas tinham uma dependência mais grave e a vontade de beber, chamada de fissura pelos médicos, era maior. Já os pacientes que preferiam cerveja ficavam mais tempo sem beber e sofriam menos com isso. A descoberta discorda de estudos anteriores, que verificaram uma fissura maior em bebedores de cerveja. “Nós usamos uma escala para medir o nível de dependência”, informa Baltieri. “O prejuízo físico, psicológico e social dos que bebiam destilados era mais grave dos que os que preferiam cerveja. Durante o tratamento com remédios eles tinham mais recaídas”.  Segundo estimativas feitas em 2005 por pesquisadores da UNIFESP, 12,3% da população brasileira das grandes cidades é dependente de álcool

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