Acampados na beira da 163, índios desafiam perigo
Geral – 07/10/2009
A PRF (Polícia Rodoviária Federal) está preocupada com a segurança das famílias indígenas que estão acampadas desde o dia 11 de setembro às margens da rodovia BR-163 próximo do município de Rio Brilhante.
O policial rodoviário Eduardo Lugo Samúdio, do Núcleo de Comunicação Social da PRF afirmou que o órgão já comunicou através de ofício a necessidade de se encontrar uma solução para o caso, uma vez que o acampamento fica numa curva onde o perigo de acidente é constante.
Samúdio disse que a PRF já pediu a Procuradoria da República, a FUNAI (Fundação Nacional do Índio), DNIT (Departamento Nacional de Infra-Estrutura em Transporte) e ao Ministério da Justiça, que encontrem um local seguro para os índios.
Samúdio disse que a PRF faz constantes rondas nas proximidades do acampamento. “Só este trabalho não é suficiente para manter a segurança dos índios”, disse o policial que espera acredita numa solução rápida para o problema.
Os cerca de 150 índios acampados são da etnia Guarani-Kaiowá e antes de montar as barracas na BR-163 permaneceram durante 19 meses instalados na Fazenda Santo Antonio de Nova Esperança às margens do Rio Brilhante. Os índios são originários da Aldeia Panambi no município de Douradina e reivindicam a posse a da Fazenda Santo Antonio.
No dia 23 de setembro a seccional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em Mato Grosso do Sul cobrou da FUNAI e do Ministério Público Federal uma solução para o problema causado pelo acampamento na beira da rodovia.
Na época o presidente da OAB, Fábio Trad, disse à imprensa que havia uma decisão determinando que a FUNAI deveria encaminhar as famílias indígenas para um local seguro.
Diariamente os índios trafegam pela BR 163 para pescar e nadar no Rio Brilhante e muitos deles chegam até a andar de bicicleta e carroças no acostamento da rodovia prejudicando o tráfego de veículos.
Além disso, os estudantes quando descem dos ônibus atravessam a rodovia onde não existe nenhum tipo de sinalização alertando os motoristas sobre a existência do acampamento.
O policial Eduardo Samúdio disse que os moradores de Rio Brilhante e Dourados que já conhecem aquele trecho da BR 163 já sabem da existência do acampamento. “O perigo maior fica no período da noite e para aqueles motoristas que estão trafegando na estrada pela primeira vez”, disse Samúdio.
Fonte: Midia Max



