Programa amplia oferta de bolsas em regiões prioritárias
Residência Médica – 22/10/2009
Os Ministérios da Educação e da Saúde lançaram nesta quinta-feira, 22, em Brasília, o Programa Nacional de Apoio à Formação de Médicos Especialistas em Áreas Estratégicas (Pró-Residência).
O programa prevê a ampliação da oferta de bolsas de residência médica em especialidades e regiões prioritárias para o Sistema Único de Saúde (SUS). Até 2011, haverá um aumento de 120% no número de vagas de ingresso nos programas federais.
Serão duas mil bolsas de residência a mais. Isso significa uma oferta de aproximadamente 3,7 mil vagas, já que a atual é de 1,7 mil.
Como os programas têm, em média, três anos de duração, o Ministério da Educação responde hoje pelo pagamento de 5.149 bolsas de programas vinculados aos hospitais universitários federais. Ao final de 2011, serão cerca de nove mil.
“Temos hoje 340 mil médicos no país. Esse número seria suficiente para atender a população, mas temos um problema de distribuição de profissionais”, disse o secretário de gestão do trabalho e da educação em saúde do MEC, Francisco Campos.
Segundo ele, a carência de médicos especialistas está concentrada nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
“Os estados de Tocantins, Acre, Rondônia, Roraima e Amapá têm uma oferta muito diminuta de residências”, revelou. Na visão de Campos, a expansão da oferta de residências em regiões com pequeno número de especialistas ajuda a fixar os profissionais porque cria um ambiente de trabalho e formação profissional favorável ao médico.
As duas mil bolsas servirão a um só tempo para ampliar o número de especialistas bem formados em regiões carentes dessa mão de obra e serão voltadas a áreas prioritárias do SUS, como atenção primária à saúde, saúde da criança, saúde da mulher, saúde mental, oncologia, saúde do idoso e urgência e emergência.
As bolsas serão custeadas, paritariamente, pelos dois ministérios. O valor da bolsa será de R$ 1,9 mil.
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