Desembolso do BNDES atinge recorde de R$ 100 bilhões
Desenvolvimento – 25/10/2009
Marca é conseqüência da forte demanda do setor produtivo por crédito e resultado das medidas adotadas pelo Banco para facilitar o acesso aos seus recursos
Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) atingiram R$ 100 bilhões entre janeiro de 2009 e a segunda semana de outubro, recorde na história do BNDES.
A indústria respondeu pela maior parte das liberações, de R$ 50,2 bilhões, e a infraestrutura por R$ 33 bilhões. O restante ficou dividido entre os setores de serviços e agropecuária.
A marca de R$ 100 bilhões em desembolsos é conseqüência da forte demanda do setor produtivo por crédito e resultado das medidas adotadas pelo BNDES para facilitar o acesso aos seus recursos. Em 2008, a expectativa era de que o valor fosse atingido apenas ao final de dezembro deste ano.
De janeiro a setembro de 2009, os desembolsos do Banco somaram R$ 96,9 bilhões, alta de 58% em relação ao mesmo período do ano passado. A indústria, que respondeu por 51% das liberações, registrou expansão de 97% na mesma base de comparação.
Os desembolsos para o setor de infraestrutura cresceram 32% e equivaleram a 33% do total liberado no período.
Um dos destaques das estatísticas do Banco no terceiro trimestre é o bom desempenho do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), que desembolsou R$ 7,7 bilhões em agosto e setembro.
O PSI foi criado em julho deste ano com o objetivo de ampliar o apoio ao setor de bens de capital, à inovação, ao desenvolvimento da engenharia nacional e melhorar o acesso ao crédito para as micro, pequenas e médias empresas.
O programa, que vigora até 31 de dezembro de 2009, opera com taxas competitivas e reforça a atuação do BNDES como instrumento de estímulo à realização de investimentos no Brasil. Também está em linha com as ações em curso da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP).
Os desembolsos do PSI saíram de R$ 2,2 bilhões em agosto para R$ 5,5 bilhões em setembro, indicando o início da retomada dos investimentos em máquinas e equipamentos, que apresentou forte demanda nas últimas semanas. A carteira do programa, incluindo operações contratadas, aprovadas, em análise e em consulta, já soma R$ 13,6 bilhões.
Também contribuíram para o desempenho recorde de 2009 o apoio do BNDES ao programa de investimentos da Petrobras, de R$ 25 bilhões, e aos setores de energia elétrica, transportes (fabricação e montagem de veículos automotivos, embarcações, equipamentos ferroviários e aeronaves), que somaram R$ 17,4 bilhões.
Nos nove primeiros meses de 2008, os desembolsos para transportes haviam sido de R$ 6,7 bilhões. Ou seja, de um período para o outro a aceleração foi de 160%.
Desempenho no ano – As estatísticas registradas nos nove primeiros meses de 2009 devem-se à continuidade dos financiamentos a projetos de investimento; à ação anticíclica do Banco, que atuou com medidas para estimular o crédito em um momento marcado pela retração.
As aprovações entre janeiro e setembro totalizaram R$ 113,6 bilhões, aumento de 47% em relação ao mesmo período do ano passado.
As consultas para novos investimentos e os projetos já enquadrados no BNDES atingiram, pela ordem, R$ 171,2 bilhões (alta de 30%) e R$ 141,6 bilhões (alta de 22%).
Os números sinalizam a continuidade da expansão dos financiamentos do Banco em 2010, já que indicam forte demanda nos setores da indústria, infraestrutura, agropecuária e comércio e serviços.
Os desembolsos para o setor industrial atingiram R$ 48,8 bilhões, equivalentes a alta de 97%. Os projetos de infraestrutura receberam R$ 31,5 bilhões, aumento de 32% ante igual período do ano anterior.
As aprovações também mantiveram ritmo acelerado. Para a indústria, a alta foi de 52%, totalizando R$ 56,1 bilhões. Em infraestrutura, o valor aprovado atingiu R$ 38,0 bilhões, com expansão de 40% em relação aos nove primeiros meses de 2008.
Desempenho em 12 meses – O BNDES também apresentou estatísticas recordes nos últimos 12 meses encerrados em setembro.
Os desembolsos somaram R$ 128,0 bilhões, alta de 52% em relação aos 12 meses anteriores. As aprovações, de R$ 157,5 bilhões, cresceram 36%; os enquadramentos, R$ 180,7 bilhões, expansão de 16%; e as consultas, que atingiram R$ 215,4 bilhões, tiveram aumento de 25%.
Fonte: Folha de Dourados



