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Dome apresenta Coreogeografia MS, domingo, na capital

Espetáculo – 29/10/2009

  A Companhia de Dança Dome, de Blanche Torres, apresenta o espetáculo “Coreogeografia MS”, domingo,  1º , no Teatro Prosa do Sesc Horto, em Campo Grande. No próximo dia 7 de novembro, sábado, o grupo encerra a temporada na cidade de Glória de Dourados. Os ingressos serão vendidos a R$ 5 no local.
O elenco é formado por Andiara Pacco, Bruno Silva, Flávio Calixto, Luan Dalmaso, Liziane Zarpellon, Moisés Augusto, Rosana Segatto, Savana Rossato e Társila Bonelli.  Blanche Torres, além de coreógrafa, é artista plástica, jornalista e escritora, pós-graduada em Arte-Educação e pós graduanda em Dança.  A peça que integra o projeto Dança MS recebeu investimento da Fundação de Cultura do Estado de MS, através do Fundo de Investimento Cultural (FIC).O espetáculo já encantou público de diversas cidades de Mato Grosso do Sul. “Coreogeografia MS” faz uma homenagem à dança-teatro da coreógrafa alemã Pina Bausch, que morreu em junho deste ano. A bailarina Társila Bonelli, 26, que integra o elenco do espetáculo, salienta que em sua carreira, Pina costumava conhecer com seus bailarinos a realidade dos países onde realizavam as suas turnês, captando influências para o repertório de suas peças. “Desde o início dos ensaios, em março deste ano, fazemos um trabalho semelhante. Em mais de uma hora de espetáculo, mostramos a riqueza da cultura do nosso Estado, pontuado com questões regionais, os indígenas, o poder do agronegócio, intercalado com músicas dos artistas da terra como: Helena Meirelles, Dino Rocha, Tetê Espíndola, Almir Sater, Biko do Trombone e Rozemberg, Caetano Veloso, Uakti, Canto Kaiowá e Ney Matogrosso”, assinala Tarsila, que tem 23 anos de experiência na dança.Ela ressalta que nas cidades em que o grupo Dome tem se apresentado, a receptividade tem surpreendido. “A plateia interage o tempo todo com o elenco. Destaque para as sequências como do leilão e a cena da mulher do fazendeiro que narra uma suposta traição da parte do marido”, cita Tarsila, acreditando que a dinâmica do espetáculo deve-se ao fato do elenco contar com bailarinos de diversas formações e estilos, com corpos ecléticos. “Em vários momentos, vemos e ouvimos o público ter reações assistindo à peça, seja lembrando situações vividas na infância ou com os olhares atentos à crítica social implícita”, comenta o bailarino Flávio Calixto, 29, bailarino paulistano que faz parte da Dome Companhia de Dança. “Blanche, mais uma vez, nos brinda com sua poética de inovar e trazer um frescor à dança e ao teatro, mostrando que está em total sintonia com a contemporaneidade”, analisa o poeta e ator Emanuel Marinho.A especialista em dança Lenira Rengel, professora doutora da Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia (UFBA), que assistiu ao ensaio, analisa que “a proposta de dialogar com a força intelectual expressiva da dança-teatro busca expandir as possibilidades cênicas de corpos tão díspares que se juntam para compartilhar uma arte/vida de um, pode-se dizer novo, Estado brasileiro, no qual tantos Brasis convivem”.Neste contexto ela ressalta que o FIC acerta ao promover o Grupo Dome de Dourados. “Blanche e o grupo transitam por vários códigos de dança para tratar de questões regionais que se expandem à aldeia global, como já bem disse MacLuhan”.
 

Fonte: Dourados Agora

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