“Internacionalização das universidades é obrigação”, alerta Stallivieri
Educação – 13/11/2009
A palestra de abertura do I Encontro de Cooperação e Intercâmbio Internacional de Dourados (ECIND), realizada na noite desta quarta-feira (11) na Universidade Federal da Grande Dourados, discutiu o tema “Internacionalização do Ensino Superior: desafios e perspectivas da mobilidade acadêmica internacional”, com a Prof.ª Dr.ª Luciane Stallivieri, assessora de Relações Institucionais e Internacionais da Universidade Caxias do Sul.
Com o cine-auditório da Unidade 1 repleto de alunos de vários cursos da UFGD e da UEMS, principalmente de Turismo e Relações Internacionais, a palestrante destacou o lado humano da cooperação internacional e não a gestão operacional. No contexto atual, “a internacionalização não é mais uma opção, somos obrigados a realizá-la”, acredita Luciane, mas alerta para o planejamento estratégico dessa questão.
A universidade, professores e alunos do Brasil e da UFGD precisam estar preparados para uma sala de aula com alunos e professores europeus, asiáticos e africanos, entre outros, conversar com eles sem preconceitos, sem estereótipos, sabendo como lidar com essa pessoa, se pode tocar, beijar ou demais gestos típicos dos brasileiros.
Para Luciane Stallivieri, a internacionalização tem que ser transversal, envolvendo Ensino, Pesquisa e Extensão, promovendo uma dimensão internacional na universidade, como disciplinas com currículo internacionalizado, por exemplo, e formando cidadãos com competências globais, que sejam capazes de saber o modo de agir, pensar e sentir do outro e respeitando isso consiga sentar numa mesa de negociação e firmar um acordo com tranquilidade.
Sobre o planejamento estratégico, a palestrante destacou que é necessário ter clareza do objetivo que se quer alcançar, principalmente na mobilidade acadêmica, sabendo que existem recursos para convênios no mundo todo e que é preciso definir onde, o que, para que e com quem a UFGD quer firmar parcerias, estando consciente do tem para dar e o que quer receber.
Para mostrar a mudança nas relações entre os países, a Profa. Dra. Luciane Stallivieri citou Annette Schavan, ministra de Educação e Pesquisa da Alemanha, que disse que atualmente os países estão num ponto em que não se fala mais em intercâmbio entre alemães e brasileiros, mas em agenda conjunta de pesquisa internacional.
A universidade precisa estar preparada e preparar seus alunos. Nesse sentido, Luciane Stallivieri parabenizou os acadêmicos da UFGD por estudarem numa universidade que está entre as melhores do país e disse que isso faz muita diferença, já que no Brasil existem, em números aproximados, 2,6 mil instituições de ensino superior e apenas 260 são universidades. “Vocês estão numa elite intelectual privilegiada e tem que fazer jus a essa oportunidade”, afirmou.
O I Encontro de Cooperação e Intercâmbio Internacional de Dourados (ECIND) terminou nesta quinta-feira (12) e é uma realização da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), por meio do Escritório de Assuntos Internacionais, em parceria com a Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul (UEMS) e com o apoio do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Sanesul, DZM Comunicação e Eventos, Restaurante Grillos e Floricultura Flores e Sonhos.
Mais informações pelo telefone 3411-3633.
Fonte: Folha de Dourados



