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Bonatto apóia produtores de Picadinha

Geral – 17/11/2009

O vereador Aurélio Bonatto (PDT), vem dando total apoio ao movimento realizado pelos produtores rurais de Picadinha, que correm o risco de ter suas terras demarcadas em favor de um grupo de pessoas que se intitula descendentes de quilombolas. Bonatto foi um dos que assinou o abaixo assinado durante movimento realizado sábado de manhã no calçadão da Praça Antônio João, onde foram coletadas centenas de assinaturas.Para Bonatto, que já fez até defesa do direito de propriedade em favor dos produtores de Picadinha na tribuna da Câmara, considera que eles são os legítimos proprietários das terras, que foram compradas e pagas e ainda possuem o título das propriedades. Além disso, são produtores que trabalham na terra 100% produtiva, gerando riquezas para o município. “Não apoio a demarcação porque sei da importância desse povo para a economia. Muitos vieram de longe e aqui compraram as terras, plantam e formaram suas famílias”, disse.Ele revela que respeita a comunidade negra de picadinha que reivindica a área, mas não pode ser irresponsável em apoiar um movimento que visa tirar as terras dos produtores que compraram e pagaram por elas, plantam e geram empregos. Para o vice-presidente da Associação de Moradores da Picadinha, Néri Decian, o apoio da sociedade e da classe política é bastante importante. Ele lembra que a região de Picadinha produz mais de R$ 12 milhões em produtos, e gera aproximidamente 1.200 empregos diretos em frigoríficos que abatem aves. Decian informou que as assinaturas coletadas no ato público de sábado serão encaminhadas aos deputados e senadores que formam a bancada federal de Mato Grosso do Sul, bem como ao governo do Estado e à presidência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), responsável pelo processo de demarcação de terras da Picadinha. “Queremos mostrar à sociedade e quem conhece nossa história sabe que a Picadinha nunca teve quilombo”, desabafa Decian.Ele alerta que os produtores rurais, ameaçados de perder suas terras, estão com ânimos acirrados desde que uma equipe técnica do Incra reiniciou os estudos antropológicos das áreas. Segundo ele, os produtores não estão dispostos a entregar suas terras, pois ele têm o direito de propriedade. “Queremos mostrar à sociedade e quem conhece nossa história sabe disso, que a Picadinha nunca teve quilombo”, destaca.

Fonte: Dourados Informa

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