Medicina e Estética – 21/11/2009
Técnica usa agulha descartável e flexível para derreter gorduras. Uso do equipamento ainda depende de liberação da Anvisa.
Cada vez mais comum no mundo da medicina e estética, o laser agora promete invadir os centros cirúrgicos de lipoaspiração.
Sem pontos, com anestesia local e prometendo acabar com a sobra de pele flácida no pós-operatório, a lipo a laser foi tema de discussão entre especialistas no II Simpósio Nacional de Cosmiatria e Laser da Sociedade Brasileira de Dermatologia, no Rio de Janeiro.
Segundo o fabricante, o aparelho já é vendido nos Estados Unidos, mas, no Brasil, ainda depende de liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O processo estaria em andamento.
Com uma agulha flexível e descartável de 1 mm, três vezes menos do que as tradicionais, o procedimento é feito num centro cirúrgico normal. O que muda, segundo os médicos, é que o laser derrete de forma homogênea a gordura. Já a aspiração continua sendo feita da mesma forma.
“A máquina emite ondas desenvolvidas para derreter a gordura e isso inibe possíveis deformidades e acelera a recuperação. O paciente pode voltar ao trabalho em dois ou três dias”, explica o dermatologista americano David Kent, que veio ao Brasil para o evento.
Lipo de dia e cinema de noite
Há um ano usando a técnica nos Estados Unidos, ele afirma que já teve pacientes que voltaram a trabalhar no dia seguinte e até quem arriscasse sair para jantar e ir no cinema horas após a cirurgia.
A anestesia, segundo ele, é local e não há necessidade de pontos porque as perfurações não chegam a 3 mm. “Os custos de uma operação dessas é praticamente o mesmo do método tradicional”, diz ele, que faz pelo menos uma lipo por semana.
Mesmo com a recuperação rápida, Kent lembra que é um procedimento cirúrgico e, por isso, requer alguns cuidados. “O paciente não pode fazer exercícios físicos durante três semanas e usar uma cinta”, explica o médico.
Sem sobras de pele
Um dos avanços da tecnologia a laser para a lipoasiração é a retração da pele durante o procedimento. Segundo Kent, o laser emite uma onda para derreter a gordura e outra para retrair a pele, o que acontece pela contração de tecidos interligados.
“Já tive pacientes que perderam até 17 cm de quadril. E nunca precisei indicar nenhum para a cirurgia plástica depois da lipo”, afirma.
Com a técnica, ele garante, não há risco do que as mulheres brasileiras chamam de ?umbigo triste?, devido ao formato que a barriga costuma ficar após uma lipoaspiração tradicional.
“Tive uma paciente que engravidou de gêmeos um mês depois da cirurgia (veja na foto acima). E, após o parto, ela voltou ao corpo que ganhou com a lipo”, orgulha-se ele, que não indica o procedimento em casos de obesidade mórbida.
Fonte: www.sbd.org.br