José Tibiriçá Ferreira Martins (*) –
O fantástico fez uma reportagem ontem sobre este músico, falecido há 10 anos no dia 3 de março de 2015 em Americana aos 63 anos.
Chegou em nossa cidade vindo de Terra Rica-PR e descendo do ônibus se encontrou com o barbeiro, músico e radialista Armando Perrupato na rodoviária onde tinha uma barbearia. Faminto, foi atendido pelo sr. Armando e ao descobrir que era violeiro a atenção ainda foi maior. Levou para morar por um tempo no fundo da sua residência na esquina da Rua Oliveita Marques com a Pedro Celestino.
José Rico arranjou a companheira belavistense Geralda por aqui, morou por um período também num imóvel que fazia fundo com a Vila Delfus pago por Armando Perrupato que lhe deu todo apoio no inicio de sua carreira, escreveu músicas, pagou a emissão dos primeiros 1.000 discos gravados de venil sendo o seu alicerce no início de sua carreira.
Mudando-se para São Paulo, abandonou a mulher belavistense dona Geralda e o casal de filhos Adão e Eva ainda pequeninos, assim narrou dona Marta, viúva do sr. Armando que teve que dar auxilio a eles.
Mário Perrupato, filho de Armando e Marta mora em Dourados e pode confirmar esses fatos narrados por sua mãe. Quando José Rico faleceu dona Marta concedeu uma entrevista ao jornalista Clóvis de Oliveira e narrou sobre sua vida em Dourados.
Talvez o fato de ter abandonado a primeira esposa e os filhos e esquecido de Armando Perrupato e Marta, seus benfeitores não lhe foi dado o direito de terminar o Castelo que sonhou concluir, conforme matériamostrada no fantástico na noite de ontem. Deixou de pagar os direitos autorais dos primeiros discos com suas letras devidos a Armando Perrupato, cujos discos estão em poder do filho Mário.

