Pular para o conteúdo
Sexta-feira, 6 de novembro de 2026 Dourados 33 °C

Desde 1968 Ano 58

Desde 1968 · Ano 58

Agora
Arquivo

Um PT forte é decisivo para a Grande Dourados

Vander Loubet – 26/11/2009

Um PT forte é decisivo para a Grande Dourados
*Por Vander Loubet
Segundo maior colégio eleitoral, segundo maior contingente populacional e segunda maior base econômica de Mato Grosso do Sul, Dourados já tem forma e conteúdo de um município-líder e dispõe de todas as condições para ser vista como pólo consolidado no topo do cenário sócio-político do Centro-Oeste. Esta condição torna-se ainda mais evidente e fortalecida se for considerado que, a bem da verdade, hoje o correto na identificação e na referência geoeconômica nesse pedaço do mapa estadual é destacar não-apenas a cidade de Dourados, mas, sim, a Grande Dourados.
O contexto amplo do douradismo remete os sulmatogrossenses de norte a sul e de leste a oeste a uma constatação: esta terra é fonte das inteligências que abastecem o empreendedorismo nos negócios, nas artes, na política, na cultura, no comportamento, enfim, nas diferentes relações humanas entre pessoas e destas com a natureza e seus desafios. Tomei a liberdade de grafar douradismo para realçar a factualidade do encorpamento cada vez mais crescente do bloco micrroregional em suas potencialidades, causas e desafios comuns na busca do desenvolvimento.
A Grande Dourados é o cenário da mais elástica e estimulada diversidade: pólo econômico e universitário, berço de importância ambiental determinante para o estudo e a potencialização do cerrado, fomentador de ponta da economia a partir das atividades primárias e na vanguarda do incremento industrial e agroindustrial; plural na profusão de hábitos e culturas e na convivência das mais sortidas origens de raça e gênero.
Um lugar onde crescer
Diante da realidade e de fatos irrefutáveis, é de estranhar-se que, com tantos acúmulos positivos, a Grande Dourados ainda não tenha produzido, de seu próprio ventre eleitoral, um governador ou um senador, embora sejam de grande expressão os espaços sucessivamente obtidos com a eleição de deputados estaduais e federais e de vice-governadores e suplentes congressistas. A questão é complexa, embora, de forma simplista, seja possível considerar que o volume de eleitores nos 12 municípios da região seja suficiente para garantir a ela uma legítima e natural hegemonia na distribuição e na interrelação das forças políticas.
No passado recente Dourados conviveu com uma contradição decorrente de dois tipos de bipartidarismo. Antes, o bipartidarismo de direito, quando a ditadura militar só permitia a existência de dois partidos, Arena e MDB. Hoje, o bipartidarismo de fato, já que mesmo num sistema pluripartidário o controle do processo político-eleitoral ainda é monopolizado por menos de um quarto das siglas registradas no TSE, das quais apenas dois, PMDB e PT, possuem as condições mais favoráveis para disputar o governo do Estado em 2010. No entanto, PMDB e PT não tiveram as condições necessárias para ganhar a Prefeitura de Dourados em 2008, conquistada pelo PDT, que por sua vez não disputa o governo, assim como, provavelmente, o PSDB.
É nesse paradoxo cruzado que residem as possibilidades e impossibilidades da otimização do poder político de Dourados, que já dispõe, com sobras, de poder eleitoral para fazer frente aos principais colégios do Estado. O desafio, ao que se vê, é político, é de inteligência política, de bom-senso, de humildade, de autocrítica, de oportunidade (não oportunismo). Esses requisitos são essenciais a todos os partidos e, sobretudo, ás forças políticas que exercem influência nos destinos de Dourados. No caso do PT, entendo que o processo de escolhas do PED para a formação do novo diretório douradense veio contribuir de maneira decisiva para turbinar vôos mais altos do município no espaço político de Mato Grosso do Sul.
Assim como o PDT, o PMDB, o PSDB e o DEM, as forças de maior representação político-eleitoral do município, o PT precisa carregar-se de novas energias, fazer sua reflexão com autocrítica e, essencialmente, procurar não repetir os erros nos quais naufragaram as forças do bipartidarismo de direito e de fato. A política, assim como a humanidade, precisa e deve avançar guiada por condutores que olhem para todas as direções, ouçam todos os ruídos e leiam todas as letras, excluindo desse processo a prática obsoleta de tentar adonar-se das verdades para escolher qual a que mais lhe convém. Com esse pensar, o PT mostra aos douradenses que está vivo e capacitado para cumprir sua parte, porque faz da disputa interna um pilar de sua unidade e torna-se, efetivamente, forte. É de partidos fortes que a Grande Dourados precisa para ser cada vez mais Grande Dourados, cada vez maior.
*Vander Loubet é deputado federal do PT-MS

Fonte: Folha de Dourados

Anuncie na Folha de Dourados

Desde 1968 informando Dourados e a Grande Dourados.

Fale com o comercial