Número de atendimentos aumenta 1.704% entre 2006 e 2009
Central da Mulher – 27/11/2009
A maioria das ligações, diz governo, é sobre a Lei Maria da
Penha.Perfil das usuárias é de mulheres negras, entre 20 e 40 anos e
casadas.
Dados divulgados na quarta-feira (25) pela
Secretaria Especial de Políticas Para Mulheres (SPM) mostram que o
número de atendimentos do Ligue 180 – número da Central de Atendimento
à Mulher – aumentou 1.704% entre 2006 e este ano.
Neste
período, foram registrados 791.407 atendimentos. Como base para a
comparação, a secretaria utilizou os períodos entre abril e dezembro de
2006, e entre janeiro e outubro de 2009.
De janeiro de 2007 a
outubro de 2009, 37% dos atendimentos foram sobre a Lei Maria da Penha,
que entrou em vigor em setembro de 2006.
Somente neste ano já foram 269.258 atendimentos na central –
47% sobre a lei. Em comparação com o mesmo período de 2008, o número
total de ligações aumentou 25%. O estado que lidera as chamadas é São
Paulo, com quase um terço de todos os atendimentos, seguido por Rio de
Janeiro e Minas Gerais.
Quando a conta é feita em relação à
população feminina das unidades da federação, o Distrito Federal lidera
o ranking, com 462,5 atendimentos para cada 50 mil mulheres.
O
órgão credita o aumento nas consultas à Lei Maria da Penha ao Pacto
Nacional pelo Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a
Mulher e à melhorias tecnológicas. Por causa da demanda, a secretaria
vai aumentar a capacidade de atendimento.
Segundo a ministra
Nilcéa Freire, uma em cada três mulheres já sofreu algum tipo de
violência. Nestes anos de operação, já houve 86.960 relatos de
violência -74% relacionados à violência doméstica e familiar.
Ainda
foram registradas denúncias de cárcere privado e tráfico de mulheres.
“Relações pessoais e violência dentro de casa levam crianças a reagir a
situações com violência.
É um sistema de vasos comunicantes”, disse a ministra.
De
acordo com o órgão, na maioria das denúncias, as mulheres dizem sofrer
agressões diariamente. Só em 2009, o número de mulheres que disseram
ser agredidas todos os dias chega a 69% do total de denúncias de
violência.
Segundo a secretaria, o perfil das mulheres que
entram em contato com a central é de negras, entre 20 e 40 anos,
casadas, e com o ensino fundamental, muitas vezes incompleto. O órgão
lançou na quarta-feira (25),
Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher,uma campanha de incentivo ao uso do telefone 180.
Fonte: G1



