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Polícia Civil encontra “fábrica” de RGs

Mato Grosso – 04/12/2009

Maioria das 85 identidades tinha o nome da mesma pessoa, porém com origem em estados diferentes, supostamente usadas para obter seguro-desemprego
Ao cumprir um mandado de busca e apreensão numa casa no bairro Nova Fronteira, policiais civis da delegacia de Várzea Grande descobriram uma verdadeira fábrica de documentos falsos.
No local, apreenderam 85 carteiras de identidades falsas confeccionadas em diversos estados da federação.
Essa documentação estaria sendo usada para aplicação de golpes com seguro-desemprego na Caixa Econômica Federal.
A apreensão ocorreu ontem de manhã e ninguém foi preso.
Segundo o chefe de operações, policial civil Edson Leite, foram encontradas 78 carteiras de identidade com o mesmo nome, mas com pais diferentes, o que caracteriza a fraude. Além disso, havia cinco RGs de uma pessoa só, confeccionada em diversos estados, além de sete fotos femininas.  “O que caracterizou o local como escritório de identificação criminal foi o fato de encontramos duas máquinas de impressão, canetas usadas para furar fotos de carteira de identidade, além de carimbos de institutos de identificação de diversos estados”, frisou.
Edson Leite explicou que com esses carimbos e demais apetrechos que estavam na casa é possível confeccionar qualquer carteira de identidade e, também outros documentos. “Daí, para fraudar o seguro-desemprego é um passo”, frisou.
Ele acrescentou não saber se esses nomes que constam na documentação apreendida receberam seguro-desemprego recentemente.
O chefe de operações frisou que eles tinham recebido informações a respeito de venda de documentos falsos naquele bairro. A partir daí, começaram a investigar e chegaram até a casa. Ele não descarta a hipótese de os documentos terem sido usados para aplicar golpes no comércio.
Os policiais procuram agora o proprietário da casa, Raimundo Alonso de Carvalho, que não estava no recinto. Ele teria fugido horas antes da chegada dos policiais.
Eles querem saber qual o envolvimento de Raimundo com o esquema criminoso. No entendimento dos policiais, o dono da casa participa das falsificações.
Para os policiais, tantos documentos só podem ser usados em alguma ação criminosa. “A pessoa pode tirar uma carteira de identidade por estado, mas, neste caso, estavam os documentos juntos, o que reforça ainda mais a hipótese de fraude”, observou um dos policias.
Diante das evidências, o delegado Rogério Sanches, titular da Delegacia Municipal de Várzea Grande, poderá pedir a prisão preventiva do dono da casa.

Fonte: Folha de Dourados

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