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Mulheres obesas possuem maior risco de infarto

Pesquisa – 08/12/2009

Cardiopatia e obesidade aumentam o risco de infarto feminino.
Mulheres
que possuem problemas cardiopatas e obesas possuem dez vezes mais risco
de infartar do que homens com condição igual de saúde.

Na pesquisa foram submetidos 1.304 pacientes maiores de 18 anos, 450 homens e 854 mulheres.

No
inicio do tratamento todos os pacientes foram avaliados, medindo peso,
estatura, circunferência abdominal e também tiveram que realizar exames
clínicas para descobrir presença de fatores de risco cardiovascular.

As amostras foram padronizadas pelo método de análise Odd Ratio para calcular os riscos.
Por
meio de comparações estatísticas pode-se perceber que pacientes obesos
correm nove vezes mais risco de sofrer problema cardiovascular do que
pacientes pré-obesos.

Outro resultado da pesquisa mostra que
pacientes hipertensos possuem o dobro de risco de ter um infarto do que
pessoas com pressão arterial controlada.

Segundo o coordenador
da pesquisa, cardiologista e nutrólogo Daniel Magnoni, chefe do
Departamento de Nutrição Clínica do hospital, um dos dados que chamou
atenção foi que 98% das mulheres avaliadas tinham circunferência
abdominal muito elevada, contra 82,7% dos homens.

Ele acrescenta que tais dados comprovam que as mulheres estão cada vez mais sedentárias e obesas.

Outra
constatação obtida no estudo foi que tanto as mulheres quanto os homens
tinham fatores de risco muito parecidos e, ainda assim, o infarto
feminino era superior.

O risco de infarto é de 90% em mulheres hipertensas e 86% em homens que possuem o mesmo problema.

Sendo que, 37% das mulheres possuíam diabetes e entre os homens o número se elevou para 42%.

Os dois grupos possuíam dislipidemias.
De
acordo com Magnoni, o estudo mostra que a alimentação inadequada, rica
em açúcar, gordura e sódio, aliada ao sedentarismo, pode ser a fonte
primária de elevação do risco cardiovascular.

Para ele, a mudança dos hábitos é fundamental na prevenção desses problemas.
O
cardiologista do hospital Oswaldo Cruz, Marcelo Ferraz Sampaio disse
que os resultados refletem em situações já observadas nos consultórios.

Sampaio
explicou que a mulher obesa e com fatores de risco associados é mais
suscetível ao infarto por possuir um organismo que produz menos
mecanismos compensatórios para evitar o problema.

Ele acrescenta
que o organismo dos homens consegue formar mais vasos colaterais ao
detectar a presença de lesões, do que o organismo feminino.

Fonte: Uol

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