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Globo denuncia jogo do bicho na AL de MS

Escândalo – 14/12/2009

A rede Globo de televisão denunciou há pouco esquema de jogo do bicho, que segundo a emissora, funciona dentro da Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul. A reportagem, exibida no programa Fantástico, mostrou um funcionário da Casa, identificado como “Gugu”, fazendo os trabalhos ilícitos.
Ele foi localizado no gabinete de um deputado. Ao encontrá-lo, o produtor deixa claro o que quer. “Vamos fazer um joguinho?”, perguntou. Ele então o levou a uma pequena sala, onde fica o escritório do jogo do bicho dentro da Assembleia, na companhia de um apostador. O bicheiro fala tranquilamente sobre o que faz no local. “Trabalho aqui. Sou segurança. Mas faço jogo, já”, disse. Perguntado se fica sempre na Assembleia, ele confirma. “To. to direto. De manhã e à tarde.” Segundo a assessoria da Assembléia, o bicheiro não é funcionário da Casa. Quando sabia que estava sendo gravado, ele negou tudo. Gugu responde que não faz jogo dentro da Assembleia. “Eu vendo loteria esportiva. Faço bolão da Mega-Sena.” O bicheiro usa um crachá de visitante, com o nome do presidente da Assembleia. “Pra mim, isso é desconhecido. Além de ser um absurdo e eu não ter conhecimento disso, eu vou solicitar a nossa segurança da Assembleia Legislativa, a Presidência vai tomar medidas em relação a isso”, garantiu o deputado estadual Jerson Domingos, presidente da Assembléia. 
Sede do jogo do bicho
A casa onde todos os dias são sorteados os números do jogo do bicho no Estado de Mato Grosso do Sul fica em um bairro tradicional de Campo Grande. Não tem nenhum tipo de identificação. A única coisa que chama a atenção é o entra e sai de motoqueiros. São eles que levam o dinheiro das apostas e divulgam o resultado do sorteio, que acontece duas vezes ao dia. Em menos de quatro minutos, saem os números correspondentes do quinto ao primeiro prêmio. O sorteio é semelhante em todo o Brasil. Para se chegar ao número premiado, é preciso inverter a ordem das bolinhas sorteadas. E para saber qual o bicho ganhador, valem os dois números finais. O número 30, por exemplo, é o camelo. Um grupo que acompanha o sorteio se encarrega de carimbar os resultados. Na sequência, os motoqueiros levam os papéis com esses resultados às bancas do jogo ilegal. No dia seguinte, a reportagem voltou ao local. “A gente pode acompanhar o sorteio do jogo do bicho”, questiona a equipe. “Olha, não sei não. Tem que ver. Não, né? Eu não mando nada aqui”, diz um homem. A reportagem então pergunta se o sorteio do jogo do bicho funciona no local. “Não. Não é aqui não”, responde o homem. Depois da saída da equipe do Fantástico, um homem vai embora com um malote e os motoqueiros deixam o local. Quem promove o jogo do bicho dificilmente vai parar na cadeia. O máximo que pode acontecer, segundo a polícia e o Ministério Público, é o pagamento de algumas cestas básicas. Mas em Sorocaba, interior paulista, uma investigação teve um resultado diferente.  Veja o vídeo clicando aqui.

Fonte: Douradosagora

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