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Aliados não querem chapa pura liderada pelo PMDB

Sucessão – 15/12/2009

Como o quadro político mudou a partir do lançamento da pré-candidatura do ex-governador Zeca do PT ao governo de Mato Grosso do Sul, os partidos aliados ao governador André Puccinelli começaram a se movimentar na tentativa de impedir a composição de uma chapa puro sangue liderada pelo PMDB. 
Apesar do interesse de peemedebistas em construir um palanque único, o possível confronto entre André e Zeca pode resultar na manutenção da aliança costurada nas eleições passadas ao Parque dos Poderes. 
O que os aliados não aceitam de jeito nenhum é uma aproximação entre PMDB e PT, como o governador desejava motivado pelo interesse do presidente Lula, que articula a composição de uma chapa entre os dois grupos políticos tanto em nível federal quanto nos estados. 
Até mesmo a aliança nacional anunciada por líderes do PMDB está sendo ameaçada depois das recentes declarações do presidente Lula, que sugeriu ao partido apresentar uma lista tríplice, a ser apreciada pelo PT, com nomes passíveis de ocupar a vaga de vice na chapa de Dilma Rousseff.
Por causa disso, o PMDB ameaça lançar candidatura própria ao Palácio do Planalto. 
Diante do quadro atual, o presidente do diretório regional do PPS, Athayde Nery, destacou que o partido não aceita chapa pura na majoritária para governo de Mato Grosso do Sul em 2010. 
Além de PPS, PSDB e DEM, que integram o BDR (Bloco Democrático Reformista) também são contra a idéia de chapa pura. O desejo dos peemedebistas é indicar, além de André ao governo, o vice e um senador, deixando outra vaga para o Senado para eventuais entendimentos.  
“Não queremos mais do mesmo, a disputa personalista somente entre André Puccinelli e Zeca do PT, empobrece a política estadual. O que queremos é um projeto de governo, representando uma ampla coalizão de partidos, o que não acontece no governo atual, que é mais André do que PMDB”, declarou. 
Conforme destacou Athayde, o debate sobre a sucessão estadual passa também pelo Bloco Democrático e Reformista, que mostrou força em suas reuniões por diversas cidades, pois abordou temas que não foram tratados pelos últimos governos, como a reforma tributária. 
“Por onde passamos a insatisfação com temas como tributação é evidente. Outros temas que queremos debater com clareza é a demarcação de terras indígenas e a preservação ambiental”, enfatizou.
Ele destacou também que Marisa Serrano é a candidata do BDR e se for o caso, o PPS também pode lançar candidatura própria. “Estamos aberto a um amplo debate democrático, para influenciarmos de maneira positiva no desenvolvimento de Mato Grosso do Sul”, completou.

Fonte: Douradosagora

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