Indígenas continuam trancados com reféns na Funai
Dourados – 17/12/2009
Indígenas que estavam acampados há semanas em frente a sede da Fundação Nacional do Índio (Funai) de Dourados, continuam trancados com reféns na sede da Funai. O repórter do Douradosagora, Cido Costa, também foi rendido por um grupo de indios, quando tentava fotografar no local, onde estão quatro mulheres, sendo uma gestante. Dois policiais federais também estão no interior da Funai e não podem sair.
Eles exigem a saída da administradora da Funai de Dourados, Margarida Nicoletti, do Núcleo local. A Polícia Federal, Polícia Militar e Bombeiros estão no local. Um dos indígenas se dirigiu à imprensa há pouco e disse que só vão liberar os reféns quando sair a exoneração de Margarida.
No início do mês, Margarida Nicoletti, solicitou reforço policial para áreas de conflito no sul do Estado. A proposta foi acertada durante encontro com representantes da Polícia Federal e Funai no final da última semana de novembro.
Na ocasião, Margarida afirmou que a partir daquele momento, a Funai manteria contato direto com a polícia. Segundo ela, em situações de conflito a polícia Federal seria acionada a atuaria, se necessário com reforços. Em Dourados a situação é de crise. Os indígenas continuam, até a manhã de hoje, acampados em frente a sede da Funai reivindicando a saída da administradora, que já pediu exoneração do cargo e aguarda decisão da presidência do órgão em Brasília.O grupo acredita que com a saída da administradora, problemas como a falta de segurança e incentivos as plantações serão resolvidos. Segundo eles, em 40 dias seis indígenas morreram vítimas da falta de segurança. Outra reclamação gira em torno de incentivos. “Nos tratam como inconsequentes e não disponibilizam maquinários. Eles apodrecem sem uso, mas a Funai não nos disponibiliza”, dizem eles.As lideranças dizem que os mais de 13 mil índios só não estão passando fome porque recebem cesta básica do governo do estado. “Não tem como plantar. A Funai é omissa nesta questão, o que revolta a comunidade”, explicam.
Fonte: Douradosagora



