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Carga transportada em MS pode ser elevada em 2010

América Latina-Logística – 28/12/2009

ALL quer elevar em 22% volume da carga transportada em MS em 2010  No ano de 2010 a ALL (América Latina-Logística) espera elevar em 22% o volume transportado na malha da Novoeste, que vai de Corumbá (MS) a Bauru (SP). O gerente local da ALL, Rodrigo Miranda, explica que este aumento decorrerá de contratos para transporte de álcool, ampliação do volume de grãos, de minérios e  cimento. Para transporte de álcool, foi fechado contrato com a empresa Ágil, de Campo Grande a Paulínia (SP). O número de vagões/dia está em negociação. Haverá um acréscimo de 7% no volume de soja, em grãos, transportada para a Cargill, no trajeto Campo Grande-Três Lagoas, onde a matéria-prima é processada para produção de óleo.  Também será retomado em 2010 o contrato com a ADM, que vai reativar seu terminal na Capital e escoar soja para Santos (SP) pelos trilhos. Quanto ao escoamento de minério, hoje em média são 145 vagões ao dia e a perspectiva é chegar a 180 em 2010. Rodrigo Miranda explica que são 3 giros: o minério da Vale do Rio Doce sai de Corumbá a Porto Esperança; da Vetorial vai de Corumbá a Ribas do Rio Pardo e depois de transformado em ferro-gusa segue para Bauru.  “Com o aquecimento da construção civil e demanda por material, temos ainda expectativas de aumentar de 5 para 10 o número de vagões com cimento, de Corumbá a Campo Grande”, acrescenta o gerente. Quanto aos minérios, Miranda lembra que as chuvas do fim deste ano, acima da média histórica, evitaram que o nível do rio Paraguai baixasse e, com isso, diferente do que ocorreu nos anos anteriores, o escoamento de minério permanecerá normal no período. “Temos 250 mil toneladas para transportar em janeiro, desta vez não teremos a entressafra do minério”, afirma.  Para fazer frente à nova demanda, além de contar com 8 locomotivas a mais desde outubro deste ano, a ALL também tem investido na otimização de sua logística, com novos desenhos operacionais. Em setembro, por exemplo, o tempo médio de permanência das locomotivas era de 14 horas e agora está em 3,5 horas, o que significa maior aproveitamento da estrutura. Além disso, com a troca de trilhos a expectativa é que até junho a velocidade média das composições passe de 22 km/h a 30km/h.   Sobre a ALL – A ALL assumiu a malha ferroviária da Brasil Ferrovias e Novoeste Brasil em maio de 2006 com o desafio de transformar uma ferrovia desestruturada em uma operação eficiente e adequada às necessidades econômicas dos estados de São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Seu principal foco vem sendo a melhoria da produtividade e da segurança da operação ferroviária na região, somados a pesados investimentos na capacitação de suas equipes e melhorias nas condições de trabalho.  Nestes três anos, os investimentos da ALL, nos referidos trechos, já ultrapassaram R$1 bilhão, voltados principalmente para a substituição de trilhos e dormentes, instalação de detectores de descarrilamento ao longo da malha e implantação de tecnologia de ponta, como os computadores de bordo instalados nas locomotivas para auxiliar os maquinistas na condução do trem. O resultado foi um crescimento de 39% em volume de operações ferroviárias e uma redução de 75% no índice de acidentes ferroviários entre 2006 e 2009.

Fonte: Folha de Dourados

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