Reviravolta no caso dos jovens executados em Ciudad del Este
Paraguai – 29/12/2009
Reviravolta no caso dos jovens executados em Ciudad del Este
Crime que comoveu a opinião pública do lado paraguaio da fronteira, a execução dos jovens Hugo Antonio Otazú Vera, 18, e Diego Alberto Benítez, 23, raptados por supostos policiais em 19/12, sofreu brusca reviravolta nesta segunda-feira (28), com a obtenção de novas informações sobre o caso.
A suspeita inicial era de que a morte dos jovens teria ocorrido por ordem do ex-policial Gustavo Blanco, em função de um desentendimento ocorrido em um bar de Ciudad del Este. A esta hipótese, soma-se, agora, a de “acerto de contas”, motivado por atividades ilícitas como o contrabando e o narcotráfico.
De acordo com o Diário Última Hora, o novo rumo nas investigações tem como base as declarações de Fúlvia Vera Marecos, mãe de Hugo Antonio. Em seu depoimento à polícia, Marecos disse que seu filho trabalhava como “estivador” em um porto clandestino, contratado por um traficante brasileiro.
O vínculo entre o brasileiro e os jovens executados seria um homem identificado como “Dani” Giménez, que atuava como “patrão” da dupla. Com base nos novos dados, Graciela Ortiz, promotora do Ministério Público local e responsável pela investigação do caso, abriu nova linha de apuração.
“Nenhuma hipótese pode ser descartada. A primeira suposição é que os jovens foram assassinados pelo problema que tiveram com o (ex)policial Gustavo Blanco. A segunda é que teria algo a ver com um acerto de contas, por tráfico de drogas”, confirmou.
Por sua vez, Fausto Macchi, chefe regional do Departamento de Ordem e Segurança da Polícia Nacional do Paraguai, mencionou que o envolvimento dos jovens seria, na verdade, com a travessia de mercadorias contrabandeadas, adquiridas por compristas brasileiros no comércio de Ciudad del Este.
Silvério Morel López, pai de Diego, discorda das novas versões, apontando policiais do Departamento de Investigações como responsáveis pela morte de seu filho e indicando a existência de testemunhas que, por temor a represálias, mantêm-se em completo silêncio.
Fonte: Sopa Brasiguaia



