Pular para o conteúdo
Quinta-feira, 5 de novembro de 2026 Dourados 26 °C

Desde 1968 Ano 58

Desde 1968 · Ano 58

Agora
Arquivo

A perigosa brincadeira do governador André Puccinelli

Presidiários – 21/01/2010

                        Oscar Ramos Gaspar
 
           Mesmo que de brincadeirinha, ao ‘ameaçar’ fornecer a presidiários que estão tirados do regime fechado para prisão domiciliar, endereços dos desembargadores do TJ/MS que lhes concederam o benefício, o governador André Puccinelli, de Mato Grosso do Sul, incorre num desatino.
Famosas, as incontinências verbais de sua excelência, vão do sarcástico ao hilário, modulando o seu humor(?). Nesse caso, porém, com a ‘ameaça’ o governador expõe-se a um risco gratuito – e desmedido.
Imagine-se que nos próximos dias um dos três desembargadores que decidiram mandar pra casa os presidiários que tinham direito ao semi-aberto – mas estavam sob regime fechado por que o Poder Executivo não concluiu presídio com essas características – seja vitima, direta ou indireta, de assalto ou agressão. Será óbvia e automática a relação com o destempero verbal do governador.
É público e notório que André Puccinelli, mesmo em rodas não tão restritas, faz referências pouco ou nada lisonjeiras ao Judiciário estadual, sempre com a precaução – nesse caso ele se cuida – de não ‘fulanizar’, de não declinar nomes.
Contudo, nesse caso da liberação dos trezentos presos que ilegalmente vinham cumprindo pena em prisão de segurança máxima quando têm direito a regime que lhes permita trabalhar durante o dia, o governador sul-mato-grossense brincou com fogo. Por via das dúvidas ou dúvida das vias, o secretário de Segurança Wantuir Jacini deveria reforçar a segurança – velada ou ostensiva – para os desembargadores, cujos endereços Puccinelli ‘ameaçou’ delatar aos detentos ‘liberados’.
Depois da afronta verbal – com o respectivo ‘troco’, aliás no mesmo e baixo nível – ao ministro Carlos Minc, do Meio Ambiente, essa incontinência Puccinelli em relação a membros do Poder Judiciário no exercício de suas funções constitucionais pode devolvê-lo à mídia nacional pelos mesmos motivos nada edificantes.            Se alguém jogar uma pedra no telhado de um desses desembargadores, Puccinelli será responsabilizado. Precisava? Claro que não.
 

Fonte: www.blogodooscar.com.br

Anuncie na Folha de Dourados

Desde 1968 informando Dourados e a Grande Dourados.

Fale com o comercial