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Ministério Público pede cassação do mandato do prefeito Ari Artuzi

Owari – 21/01/2010

O Ministério Público Estadual (MPE) propôs Ação Civil Pública e a perda dos direitos políticos do ex-prefeito Laerte Tetila (PT) e ainda a cassação do mandato e perda dos direitos políticos, por até oito anos, do atual prefeito Ari Artuzi (PDT), segundo informações apuradas no site do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Esse é mais um desdobramento da Operação Owari, desencadeada pela Polícia Federal, em julho de 2009.
O MPE considerou fraudulento o processo de locação do Hospital Santa Rosa, de propriedade do empresário Sizuo Uemura, realizado na administração Tetila. Artuzi está sendo processado por manter o contrato de locação, no qual a Prefeitura de Dourados paga R$ 100 mil por mês à família Uemura.
No dia 15 de janeiro deste ano o juiz Jonas Hass Silva Júnior, da 5ª Vara Cível, notificou oito pessoas, incluindo o prefeito Ari Artuzi (PDT), envolvidas na Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público Estadual (MPE) que investiga o arrendamento do Hospital Santa Rosa de Dourados – onde atualmente funciona o Hospital da Mulher. As outras sete são: Sizuo Uemura, Helena M. T. Uemura, Dorval L. M Pagnoncelli, Ana C. Barzotto, João P. B. Esteves, André L. F. Tetila e Wilson Cezar M. Alves.Ontem, dia 20, foram notificados o ex-prefeito Laerte Tetila e Evandro Silva Rosa sendo que esse não foi encontrado conforme certidão do Oficial de Justiça.O MPE considera fraudulenta a transação que resultou no arrendamento, por parte do Município, das instalações e equipamentos do hospital, como apurou as investigações da Polícia Federal.O MPE pede também a indisponibilidade dos bens dos dois políticos e dos demais envolvidos no processo (os empresários Sizuo Uemura, Helena Uemura, Sizuo Uemura Junior, Eduardo Uermura e Anary Eiko Uemura); a funcionária do grupo Ana Claudia Barzotto; o ex-secretário municipal de Saúde na Administração Tetila, João Paulo Barcellos Esteves e o ex-auxiliar dele Evandro Silva Rosa; André Luis Freitas Tetila; o ex-presidente do Conselho Municipal de Saúde Wilson Cezar Medeiros Alves; o corretor de imóveis Rodrigo Boschetti Medeiros; e ainda os avaliadores Dorval Luiz Martins Pagnongelli, Rossewelt Granja e Aylton Romero de Castro, além das instituições Hospital e Maternidade Santa Rosa Ltda e Direcional Consultoria em Projetos e Pesquisa Ltda.Artuzi é alvo de processo criminal no Tribunal de Justiça e de uma ação civil pública que tramita na 5ª Vara Cível de Dourados. As duas ações foram instauradas após as operações Owari e Brothers.
 

Fonte: douradosinforma e campogrande.news

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