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SEJUSP admite retorno de João Arcanjo para Cuiabá

Voltar ao Lar – 22/01/2010

Waldemar Gonçalves – Russo 
     A assessoria da SEJUSP (Secretaria de Segurança Pública) de Mato Grosso através do secretário Diógenes Curado Filho, admitiu que João Arcanjo Ribeiro, acusado de liderar o crime organizado no Mato Grosso, poderá estar de volta a Cuiabá nos próximos dias.
    Recolhido na penitenciária de Campo Grande desde o dia 16 de outubro de 2007, o retorno de João Arcanjo ao Mato Grosso se deve ao prazo de permanência dele na penitenciária sul-mato-grossense, que seria de apenas dois anos. “O prazo dele já expirou e ele poderá retornar nos próximos dias. Mas vamos continuar fazendo questão que continue lá no Mato Grosso do Sul”, declarou durante coletiva à imprensa o secretário sobre o retorno dos ex-policiais militares Célio Alves de Souza e Hércules Araújo Agostinho, acusados de serem pistoleiros e comparsas de João Arcanjo.
    A dupla chegou à capital mato-grossense nesta sexta-feira sob um forte esquema de segurança.
    Para o secretário no entanto, à permanência de João Arcanjo em Campo Grande dificulta as ações do grupo criminoso que estaria atuando ainda em seu nome.
    A Justiça determinou a transferência de João Arcanjo para o MS após constatar que ele comandava o jogo do bicho mesmo de dentro da penitenciaria central de Cuiabá, a antiga Pascoal Ramos.
    RÉUS
    Atualmente há quatro decisões para que João Arcanjo enfrente o júri popular e a última proferida pela Justiça seria pelo assassinato do empresário Mauro Sérgio Benedito Manhoso, crime este ocorrido em 9 de outubro de 2000, próximo à Câmara Municipal de Cuiabá e uma outra se refere à morte do empresário Sávio Brandão, dono do jornal Folha do Estado. Sávio Brandão foi assassinado no dia 30 de setembro de 2002.
    Um terceiro se deve pelo duplo assassinato dos empresários Rivelino Jacques Brunini e Fauze Rachid Jaudy Filho, crimes estes ocorridos no dia 5 de junho de 2002.
    João Arcanjo também foi denunciado pelo MPE (Ministério Público Estadual) pelo mando do triplo homicídio em que foram vitimas Leandro Gomes dos Santos, Celso Borges e Mauro Celso Ventura de Moraes, fato este ocorrido no dia 15 de maio de 2001.
    No entanto, João Arcanjo ainda não enfrentou o Tribunal do Júri devido aos recursos impetrados por sua defesa ao longo dos processos que pesam as acusações contra ele. 

Fonte: Folha de Dourados

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