“Governo transformou a Sanesul”, diz José Carlos
"Governo transformou a Sanesul", diz José Carlos
Entrevista – 25/01/2010
A Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul) completou 31 anos na semana passada. Em entrevista ao O PROGRESSO, o presidente José Carlos Barbosa comenta que a determinação do governador André Puccinelli e do vice-governador Murilo Zauith, transformaram a instituição que avançou cinco vezes mais o valor da soma de tudo aquilo que foi investido nos últimos oito anos anteriores ao atual mandato. Ele também comenta sobre as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e a qualidade da água consumida pelos sul-matogrossenses. Confira a entrevista: O PROGRESSO – Quais foram os avanços e transformações da Sanesul neste governo de André Puccinnelli? José Carlos Barbosa: Podemos afirmar que é uma nova Sanesul. Somos a única empresa no Estado com certificação do Gespública programa que avalia a gestão das empresas públicas e estamos implantando o plano de emprego cargos e salários. O investimento em obras no período 2007-2010, de R$ 420 milhões, é cinco vezes maior do que a soma de tudo que foi investido pela empresa nos oito anos anteriores entre 1999-2006. A rede coletora de esgoto existente no Estado passa de 868 quilômetros para 2.022 quilômetros, um avanço de 132%. O número de ligações domiciliares de esgoto passa de 38.100 para 93.500 (aumento de 145%), os municípios ganham 480 quilômetros de redes de água (novas substituídas e rebaixadas). Quinze localidades que há anos sofriam com a falta de água tiveram esse problema imediatamente resolvido. Foram reformados 178 reservatórios, adquiridos 211.400 novos hidrômetros, 12 escritórios foram construídos ou receberam melhorias e em três anos a Sanesul adquiriu 163 novos veículos, destacando-se 33 caminhões, 30 motocicletas, 18 retroescavadeiras e 76 veículos utilitários, o que representa quase o dobro da frota existente até dezembro de 2006, que era de 176 veículos. São muitos números positivos e eles mostram claramente que a Sanesul vive uma nova realidade e está contribuindo definitivamente para o desenvolvimento do Estado. OP – Em termos de investimentos das obras do PAC é a maior soma de recursos na história da empresa? José: É o somatório de esforços que faz que esse seja, sem dúvida, o maior investimento da história da empresa. É o resultado de uma parceria do governo federal, com a Sanesul e o governo do Estado. Mas o PAC é só uma parte dessa nova fase da Sanesul. Os investimentos da empresa em saneamento somam, hoje, cerca de R$ 420 milhões. Deste total 60% são provenientes de recursos da Sanesul e do governo do Estado e 40% do governo federal. OP – Que esforço foi feito para angariar estes recursos?José: Nosso esforço foi de organização, de planejamento e de busca pela excelência na administração. Aliado a isso, entrou a determinação do governador André Puccinelli e do vice-governador Murilo Zauith que concentraram os investimentos do PAC no setor de saneamento. Além disso, contribuiu muito a capacidade política do nosso governador de unir a bancada federal, fazendo com que as diferenças partidárias fossem secundárias frente aos interesses do Estado. OP – No caso dos consumidores o que foi vantajoso ou tem sido vantajoso nos últimos anos em termos de tarifa? José: A política tarifária tem se resumido nos últimos anos na simples manutenção do valor da moeda, ou seja, mera reposição da inflação. Para se ter uma ideia do que isso representa, em 2008 e 2009 o reajuste foi abaixo da inflação do período. Além disso, no ano passado, passamos a atender 11 mil famílias com a tarifa social. OP – Como está a cobertura com água tratada em Mato Grosso do Sul, hoje a Sanesul está presente em todos os municípios? José: Temos universalidade no fornecimento de água tratada nos 68 municípios e 56 distritos atendidos pela Sanesul, mantendo a qualidade e acompanhando o crescimento dessas cidades. Além disso, em 15 localidades nós acabamos com a falta de água que persistia há muito tempo. Podemos citar como exemplos Caracol, Taunay, Cipolândia, distrito de Macaúba, Bodoquena, Sidrolândia e Rio Brilhante, que tiveram o abastecimento regularizado na nossa gestão. Em Corumbá, cidade que possui a maior deficiência no abastecimento de água, foi contratado com a Caixa, recursos na ordem de R$ 21 milhões para resolver os problemas decorrentes da falta de investimentos há mais de 15 anos. Em Ponta Porá, também serão investidos R$ 3,5 milhões para regularizar o abastecimento de água. Importante lembrar que Dourados está recebendo recursos superiores a R$ 13 milhões de reais para melhorias operacionais no sistema de abastecimento de água. OP – Que tipo de relacionamento a Sanesul tem tido com as prefeituras do Estado principalmente na questão das obras em que é necessário o corte do asfalto? José: Em geral muito positiva. Impera entre a grande maioria dos prefeitos e vereadores, bem como da população em geral, a consciência de que o transtorno é temporário e o benefício é para a vida inteira. Tanto é verdade que na maioria dos municípios a Sanesul firmou convênio de reposição asfáltica com as Prefeituras. (a Prefeitura faz o reparo no asfalto e os serviços são descontados da conta de água dos próprios municipais). De outra parte, sabemos que as aberturas de valas e cortes nos asfaltos causam transtornos, entretanto tal providência é necessária para melhoria da qualidade de vida e do meio ambiente. Fiscalizar o trabalho das empreiteiras e exigir qualidade dos serviços é obrigação da Sanesul, das Prefeituras e de todo cidadão. OP – No caso específico de Dourados qual a previsão de conclusão de todas as obras de esgoto? José: A previsão é de que até 31 de dezembro de 2010 todas as obras estejam concluídas. Estamos trabalhando para isso e fiscalizando com rigor a execução dessas obras, pois elas trazem para Dourados uma evolução no saneamento nunca experimentada pelo município. São mais de R$ 60 milhões de investimento que vão melhorar o abastecimento de água e elevar o índice de coleta de esgoto de 20% para 65%. OP- Até que ponto as constantes chuvas tem atrapalhado o andamento das obras? José: Todo nosso trabalho é externo, portanto a chuva prejudica diretamente o andamento das obras, inviabilizando a abertura ou fechamento das valas, a concretagem de decantadores e ralfs, a reposição de pavimentos e outros. OP – Nestes 31 anos da Sanesul o consumidor pode ter a certeza de que está bebendo uma água totalmente potável? José: Confiança absoluta. A Sanesul prima pela qualidade da água que distribui, realizando coletas diárias, analisando-as em laboratório local ou regional e no Laboratório Central em Campo Grande. São diversos tipos de análise que garantem uma água pronta para o consumo. Nosso laboratório tem conquistado níveis de excelência cada vez maiores e já foi recomendado para receber o certificado Iso/IEC 17025:2005, fornecido pelo Inmetro. Nós esperamos que a certificação seja realizada até março deste ano. Será mais uma conquista para a empresa. OP – O concurso da Sanesul prevê chamada imediata dos candidatos aprovados e quanto ao número de servidores atualmente José: A previsão é de que durante o ano de 2010 sejam chamados em torno de 180 empregados. Temos trabalhando atualmente 970 pessoas em todas as localidades atendidas. Esses novos concursados vão contribuir muito para o crescimento da empresa, pois muitos vão trabalhar diretamente nas novas obras da Sanesul. OP – O que a Sanesul tem realmente para comemorar nestes 31 anos? José: Estar contribuindo efetivamente para o desenvolvimento do estado de Mato Grosso do Sul, colaborando para redução dos índices de mortalidade infantil e melhorando a qualidade de vida das pessoas. Sendo uma empresa preparada para gerir o saneamento do Estado, ter presença firme e marcante na grande maioria dos municípios e possuir um corpo técnico altamente qualificado e apaixonado pelo que faz. O trabalho presente garante o futuro e assegura uma Sanesul cada vez mais forte. OP – Em termos de racionamento de água as campanhas de conscientização tem sido eficientes? José: Sim, tem surtido resultado. Mas ainda é preciso melhorar, para isso planejamos intensificar as campanhas pelo uso racional da água, pela preservação dos mananciais, pela recuperação das matas ciliares e pela consciência de que esse é um bem finito e que precisa ser preservado. OP – O senhor já foi prefeito do município de Angélica quando ainda era muito jovem e há muito tempo não concorre a cargo eletivo, pretende voltar à cena política? José: Foi uma experiência extraordinária ter sido prefeito da minha querida Angélica, aos 23 anos de idade. Entretanto, tenho um compromisso com a Sanesul até 31 de dezembro de 2010. Portanto, não serei candidato a nenhum cargo eletivo, mas no momento oportuno estarei na cena política para ajudar o governador André e o meu caro amigo Murilo, em seus projetos políticos.
Fonte: O Progresso



