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PF e SENAD destroem plantio de maconha

Paraguai – 27/01/2010

        Waldemar Gonçalves – Russo
 
    Visando cada vez mais intensificar o combate ao plantio de maconha no território paraguaio, em especial nas terras existentes na fronteira daquele país com o Mato Grosso do Sul, via Coronel Sapucaia, Ponta Porã, Paranhos entre outras que ligam ao corredor de acesso aos grandes centros do território brasileiro, agentes da SENAD (Secretaria Nacional Anti-drogas) em conjunto com equipes da PF (Polícia Federal) encerrou ontem uma operação de mais de uma semana, que resultou na destruição de 240 hectares de plantações da droga.
    No balanço oficial da Senad consta que os agentes da instituição e os federais brasileiros contaram com o apoio de helicópteros das Forças Armadas, e as destruições das plantações aconteceram entre matas da região do Departamento (Estado no Brasil) de Canindeyú.
    Na operação denominada de “Nova Aliança 10”, que contou com o apoio da Polícia Federal, também foram destruídos seis mil e 800 quilos de maconha já processada e 18 acampamentos utilizados pelos cultivadores que são contratados pelos narcotraficantes.
    Ainda de acordo com informações, os plantios foram localizados após sobrevôos de helicópteros nas regiões de densas vegetações dos departamentos de Canindeyú, Amambay e Concepción, todas elas, localizadas na fronteira com o território brasileiro.
    As plantações de maconha que colocam o Paraguai como um dos principais produtores de droga da América do Sul, ocorrem sistematicamente em fazendas das regiões, e em muitos dos casos, os proprietários desconhecem, todavia, à polícia paraguaia sabem que quando eles têm conhecimento, não os denunciam por terem medo de sofrerem represarias.
    O SENAD que conta com o apoio do DEA americano adiantou que embora tenha encerrada a primeira operação do ano, uma outra já está sendo elaborada para acontecer nos próximos dias, porém não informou a região para que os trabalhos não sejam prejudicados. Na operação “Aliança 10” tanto a SENAD como a PF não informaram se ao longo dos dias de trabalho alguém foi preso, bem como se os proprietários dos plantios foram identificados.   

Fonte: Folha de Dourados

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