Armas brancas são apreendidas em blitz na Aldeia Jaguapirú
Dourados – 27/01/2010
Waldemar Gonçalves – Russo Depois de uma grande blitz realizada na aldeia do Jaguapirú entre a noite de 21 e madrugada de 22 último, quando foram apreendidas 150 armas brancas e três brancos foram expulsos daquela comunidade, na noite de ontem mais armas tipo facões de corte de cana, facas tipo peixeiras entre outras perfuras cortantes foram apreendidas em mais uma investida do Conselho de Segurança que atualmente está sendo presidida por Zoroastro Almirão.
À medida que visa resgatar a tranqüilidade da comunidade devido à ausência dos organismos policiais tanto do Estado como da União na reserva, está sendo tomada por determinação do novo capitão da aldeia Jaguapirú, Vilmar Martins Machado e de seu vice Leomar Mariano.
Os dois tomaram posse no dia três último com a promessa de buscar dentro do possível, o resgate do valor da família indígena, bem como combater os ilícitos que estaria colocando a comunidade com sendo uma das que teria o mais alto índice de violência de Mato Grosso do Sul.
APARELHO SOM
De acordo com o apurado pela reportagem, em diversas blitze realizadas pelos voluntários sob o comando do presidente do Conselho de Segurança, Zoroastro Almirão no interior da aldeia no decorrer da noite de ontem e parte da madrugada de hoje com a presença de cerca de 30 voluntários, foram apreendidas pouca mais de 35 armas brancas, como facão de corte de cana, foice, punhal e faca tipo peixeira.
Todas as armas apreendias assim como as 150 que foram recolhidas na primeira blitz foram recolhidas a um compartimento anexo ao posto da Funai da reserva.
Vale ressaltar que o Conselho de Segurança informou que à maioria destas armas brancas foram apreendidas em poder de menores, com idade entre 14 a 18 anos.
Outra ação desenvolvida ontem pelo Conselho de Segurança foi à apreensão de aparelhos de som, uma vez que os jovens devido ao adiantado horário estariam cometendo o crime de perturbação de sossego.
Os aparelhos assim como as armas brancas foram também recolhidos ao posto da Funai e somente serão liberados aos donos, após eles se comprometerem a não mais cometerem o crime de perturbação de sossego, bem como apresentarem notas de compras deles. Muitos de nossos patrícios tem de acordar cedo para irem trabalhar no campo das usinas de cana, porém eles não conseguiam dormir por causa do barulho. Som agora só em finais de semanas ou feriados, assim mesmo com horário determinados para serem desligados, informou o integrante da segurança da comunidade indígena.
O Conselho de Segurança busca agora através de levantamentos, arrumarem provas de que por detrás dos menores há a presença de pessoas adultas no comando, muitas delas envolvidas com o crime de receptação, de vendas de bebidas alcoólicas clandestinas e principalmente de drogas.
A ordem do capitão é para que todos aqueles que estiveram perambulando pela aldeia que forem abordados pelos integrantes do Conselho de Segurança, quer seja ele índio ou branco, sejam checados. Os brancos serão expulsos da reserva e os índios orientados para que sigam para as suas casas. Aqueles que estiverem perturbando o sossego com som alto também serão punidos com as apreensões dos seus aparelhos, disse um dos integrantes do Conselho de Segurança à reportagem na manhã de hoje, lembrando que os trabalhos terão prosseguimentos nos próximos dias.
AUSÊNCIA SENTIDA
Vale lembrar que desde quando Vilmar Machado assumiu, o índice de violência na aldeia despencou drasticamente, segundo consta, graças às blitze que estão sendo desenvolvidas na aldeia. Agora quem for pego cometendo ato ilícito será punido capinando as margens da rodovia, das estradas, cemitérios, enfim, vai pagar pelos seus atos trabalhando para a comunidade disse o integrante do Conselho de Segurança lamentando a ausência do MPF (Ministério Público Federal), a PF (Polícia Federal), e os demais órgãos policiais, que não estariam dando a mínima para os problemas de violência na aldeia, tais como assassinatos, estupros, tentativas de homicídios, assaltos, arrombamentos entre outros.
DROGA
Além de combater a violência na aldeia, a meta do capitão e de sua equipe visará agora combater o tráfico de drogas na comunidade, que está muito alto, assim como a prostituição infanto-juvenil. Já estamos monitorando todos os supostos pontos de vendas de drogas e assim que derrubá-los e capturar os envolvidos, sejam eles índios ou pessoas brancas que sabemos que muitas delas exploram nossas adolescentes para o consumo de drogas e principalmente para a prostituição, vamos detê-los e levá-los para a delegacia da Polícia Civil ou da Federal, concluiu o indígena, um dos integrantes do novo Conselho de Segurança reafirmando que desde quando Vilmar Machado assumiu o cargo, com um pouco de trabalho, em especial no período da noite e na madrugada, o índices de violência, tais como assalto e principalmente homicídio na região do Jaguapiru e adjacência, diminuíram.
Fonte: Folha de Dourados



