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‘Missão cumprida’, por José Tibiriça Martins Ferreira

José Tibiriçá Ferreira Martins (*) –

Na nossa vida temos que aproveitar cada minuto quando chegamos há uma certa idade. Na infância tive o privilégio de ter um lar salutar, levei uma vida normal como todo jovem da zona rural. Estive interno por sete anos em colégio franciscano onde aprendi sobre conviver com mais 300 pessoas oriundas de vários estados, na sua maioria do sul do país. Eu do centro oeste era minoria, tratado como os demais colegas de Mato Grosso como bicho selvagem, da terra da onça, terra de Índio, mas consegui sobreviver a tudo isso.

Meus quatro colegas que foram comigo, permaneceram somente um ano, porque não se adaptaram ao meio. Para mim foi uma vitória, sobrevivi a tudo e meus colegas estão esparramados pelo Brasil e sua maioria migrou para outras regiões. É fácil entender o porquê, somos constituídos de 26 estados e um distrito federal e cada região tem a cultura peculiar, por isso há um impacto.

A minha primeira escola foi meu lar, a seguir a escola franciscana e por último a militar no NPOR. Essas três fortaleceram minha personalidade para chegar aonde estou. Minha formação no cursos universitários de Letras com inglês e em ciências jurídicas, culminando como advogado, deram-me condições para abrir a minha mente. A minha participação na política desde 1978 quando retornei definitivamente para Dourados foi outro aprendizado, mostrou-me que sem um conjunto harmonioso não se chega a lugar nenhum.

O Brasil se transformou em todos os aspectos e assim também nós temos que nos adaptar ao modelo para sobreviver às intempéries. Nossa missão é enfrentar os desafios e tentar solucioná-los.

Ontem participei de um desafio a mais, do desfile de 7 de setembro no percurso da Rua General Osório pela Avenida Marcelino Pires até a Rua Camilo Hermelindo da Silva, 10 quadras, duas depois da Praça Antônio João Ribeiro onde estava o palanque oficial das autoridades. Consegui acompanhar o passo do pé direito ao bumbo da banda do exército e provar a mim mesmo que ainda possuo gás para enfrentar outros desafios com meus quase 73 anos que completo no dia 01 de novembro.

Oportuno seria se Dourados voltasse a comemorar o aniversário no dia 20 de dezembro como tem acontecido na nossa capital. Uma sugestão que apresento à administração atual, pois Dourados vem há anos vivendo na contramão da capital.

O comércio poderia normalmente funcionar, as vendas aconteceriam e Dourados voltaria a brilhar.

Os douradenses aprovariam a ideia e seria um presente de Natal e final de ano.

Dourados-MS, 08 de setembro de 2024.

(*) Advogado e produtor rural na Picadinha.

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