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Custo da unidade de pedra de crack está supervalorizada em Dourados

Há dez anos quando "chegou" em Dourados a "pedra" custava, um, dois reais entre os pobres; hoje, vale até R$ 20 nas classes média e alta

Triste Realidade – 05/02/2010

       Quando por aqui em Dourados aportou, há  cerca de dez anos, a pedra de crack, que seria o lixo do lixo da cocaína, até então era comercializada ao preço de um real, no máximo dois reais, e seu público consumidor na época era somente os jovens da baixa periferia.
    Passada pouco mais de uma década, infelizmente esta terrível droga, que vicia a pessoa no primeiro contato com ela, hoje segundo apurou a reportagem, já está entre os jovens – e adultos também – da classe média e alta douradense, e o que é pior, com preços que variam de cinco até 20 reais, dependendo do tamanho da pedra.
    Esta supervalorização da droga se deve, segundo alguns “zumbis” da baixa periferia que perambulam pela área central da cidade em contato com a reportagem, aos consumidores da classe média e alta que entraram, infelizmente assim como eles, no vício, que em muitos casos, mesmo com severos tratamentos, não tem volta.
    Para se ter uma idéia da gravidade da presença do crack na cidade, além dos usuários da baixa, média e alta classe social douradense, tanto na Aldeia do Jaguapirú como na Bororó, a droga também já se faz presença, fator este que colabora em muito com os índices da violência nas duas comunidades indígenas.  
    Com a maconha em baixa, principalmente no consumo e até  no preço, a cocaína também em alta tanto no preço como no consumo, sem dúvida alguma o alto consumo da pedra de crack é uma triste realidade na segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul.
    O pior desta proliferação da droga, é que as autoridades competentes pouca coisa ou nada se faz para se combater este mal, principalmente os traficantes e suas “mulas” que infestam a periferia e a área central da cidade, repassando ela para nossa juventude e também para muitas pessoas já adultas.
    Vale ressaltar que enquanto o preço de cada pedra de crack está em alta, registra-se que em baixa mesmo está a nossa sociedade representativa que não luta juntamente com nossas autoridades policiais e judiciárias, para que se elabore um projeto que vise combater os traficantes e suas “mulas” que infelizmente às custa de nossos adolescentes e adultos, estão deitando e rolando e faturando alto.
    O combate aos traficantes e as “mulas” ainda são ineficaz e muitos deles continuam a passar a maldita droga a preços superfaturados aos usuários, onde é publico e notório, que muitos deles furtam, roubam e até mesmo vendem seus bens e da família também para manterem seus vícios.
    Em tempo, a sociedade douradense tem urgentemente que despertar, pois o consumo do crack, sem generalizar evidentemente, já se alastrou em todas as camadas sociais e vêm destruindo não só os jovens e adultos, muitos deles inclusive, do sexo feminino, mais sim, com suas respectivas famílias que sofrem juntos com eles, principalmente porque a segunda maior cidade do Estado não possui uma clínica especializada em tratamentos de drogados, assim como uma política integrada para que os traficantes e suas “mulas” sejam identificados e retirados de circulação.     

Fonte: Waldemar Gonçalves – Russo

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