Com Artuzi no PMDB ‘brilho’ de Geraldo Resende será ofuscado
O deputado Geraldo Resende (PMDB) vive um pesadelo: a volta do prefeito Ari Artuzi (PDT) ao PMDB. Por onde anda, seja em Dourados
Polêmica – 06/02/2010
O deputado chegou a considerar como traição o convite de Puccinelli para que o prefeito volte ao partido
José Henrique Marques
O deputado Geraldo Resende (PMDB) vive um pesadelo: a volta do prefeito Ari Artuzi (PDT) ao PMDB. Por onde anda, seja em Dourados, no interior do Estado e mesmo em Brasília tem dito que não haveria espaço para ele e Ari Artuzi no partido. Na realidade, a recusa dele de receber o prefeito da maior e mais importante cidade do MS no PMDB vislumbra problemas futuros.
Hoje grande parte da pré-campanha de reeleição de Resende é feita em cima do prefeito Artuzi, ou seja, o deputado se destaca na mídia criticando as ações do pedetista e volta ser notícia quando a assessoria do prefeito responde. É uma campanha em que o deputado não tira dinheiro do bolso para ficar em evidência.
O convite (sic) do governador André Pucinelli para que o prefeito da maior cidade do interior do Estado se filie a seu partido surgiu como um banho de água fria no deputado peemedebista. Chegou a considerar o convite, em conversa com amigos, como uma possível traição do governador, sabendo que o deputado e o prefeito são antigos adversários políticos e que, constantemente trocam farpas públicas.
Para Artuzi, que não é candidato a cargo algum nestas eleições, a situação é bastante cômoda em termos de apoio, podendo escolher seu candidato. Já para Geraldo Resende a situação é mais complicada porque vai disputar a reeleição. Além disso, tem intenções de sair candidato à prefeitura nas próximas eleições, disputando com o próprio Artuzi. Com o prefeito sendo colega de partido e com apoio do governador, Geraldo terá que mudar de estratégia.
Tido como um político polêmico, radical e que não mede esforços para alfinetar os próprios colegas em seus discursos, Geraldo como parceiro de Artuzi teria a obrigação moral de apoiá-lo. O que estaria tirando o sono do deputado é justamente o fato de que teria que transformar o prefeito douradense em amigo da noite pro dia e, a partir daí, como ficariam os discursos anteriores em que batia duramente na atual administração municipal.
Hoje, Resende usa diversas táticas para atacar o adversário. Uma delas em veículos de comunicação, os quais seus assessores têm influência colunistas e repórteres e, outra, através de artigos assinados, também, por sua assessoria.
Além disso, uma vez Artuzi no PMDB, o deputado teria ainda que deixar de ser o pretenso prefeito, esparramando placas por toda a cidade como se fosse um executor de obras. Na verdade, teria que ler a cartilha do atual que teria o apoio do chefe maior do PMDB, que é o governador.
Fonte: Folha de Dourados



