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Empresário é executado com sete tiros de pistola

Cuiabá-MT – 13/02/2010

Waldemar Gonçalves – Russo
      Na Grande Cuiabá, no Mato Grosso, a PM (Polícia Militar) e a Civil registrou na manhã de ontem o assassinato do empresário e também advogado, Munir Hammoud, de 34 anos.
    A vítima que havia sido denunciada por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, foi executada dentro de seu lava-jato com sete tiros de pistola calibre 380 milímetro, e a polícia acredita que o crime pode ter sido uma “queima de arquivo” dado os antecedentes dela.
    Informações procedentes da capital mato-grossense constam que Munir Hammoud ao ser morto na sua empresa, que fica localizada no bairro Goiabeiras, tenha sido executado por ordem do crime organizado.
    Segundo consta, Munir Hammoud era até então um dos denunciados por envolvimento com o crime organizado ligado ao narcotráfico, e tinha sido apontado na operação “Maranello” que foi desencadeada pela PF (Polícia Federal) no ano passado em diversas cidades de Mato Grosso.
    OPERAÇÃO MARANELLO
    Munir Hammoud respondia pelos crimes de lavagem de dinheiro e tráfico de drogas, e tinha sido denunciado pelo MPF (Ministério Público Federal).
    Nas investigações, a PF também apontavam que Munir Hammoud era tido como o braço-direito do também advogado Edézio Ribeiro Neto, o “Binho”, este, considerado como sendo o chefe da organização criminosa.
    Policiais da DHPP (Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa) não descartam a hipótese de o crime de pistolagem ter sido um aviso para “Binho” a mando de rivais.
    “Binho” está foragido desde setembro do ano passado, e na época ele teve a prisão preventiva decretada.
    Os policiais que investigam a execução de Munir Hammoud, que trabalhava próximo do suposto chefe do esquema, acredita que ele tenha sido morto porque teria informações confidenciais que despertariam o interesse de muita gente.
    Munir Hammoud segundo a polícia trabalhava próximo de “Binho”, inclusive pesquisava preços de carros para fazer a lavagem de dinheiro, pois precisavam justificar os ganhos.
    Para a polícia este tipo de manobra envolve muita gente e principalmente muito dinheiro, e a família dele no entanto, não soube informar se ele estava ou não sofrendo ameaça nos últimos dias.
    As investigações da operação “Maranello” constataram que Munir Hammoud tinha conhecimento da movimentação financeira realizada por “Binho” e entre os dias 17 de março e 1° de junho de 2008, foram quase R$ 600 mil dispostos em “negócios”.
    Os débitos, no mesmo período, atingiram a soma de R$ 520 mil, dos quais R$ 79 mil foram sacados em espécie por meio de 34 retiradas.
    A Polícia Federal apurou que “Binho” pretendia comprar uma Ferrari, negociação que Munir Hammoud tentou agilizar, mas que não chegou a acontecer.
    O CRIME
    Munir Hammoud  foi assassinado por volta das 11 horas, no momento em que supervisionava o trabalho dos funcionários.
    Testemunhas disseram que dois desconhecidos ocupantes de uma motocicleta Honda/Titan, de cor preta invadiram o lava-jato e se depararam com Munir Hammoud que estava sentado num sofá.
    Em seguida, o desconhecido que estava na garupa desceu e começou a atirar contra Munir Hammoud e este correu para os fundos do lava-jato e tentou saltar o muro, porém foi alcançado pelos tiros, que o atingiram as costas e a cabeça.
    Uma pessoa que mora próximo ao local do crime disse que escutou os tiros e quando saiu à janela, viu o assassino andando com tranqüilidade, com a arma na mão, em direção ao comparsa que o aguardava a um a uma curta distância sentada sobre a moto que estava com o motor acionado.
    O pistoleiro que vestia camiseta branca e estava sem capacete no momento de cometer o crime, se dirigiu até a moto, onde estava o comparsa, sentou-se na garupa, guardou a arma na cintura e após colocou o capacete foi embora junto com o motoqueiro que vestia uma camisa vermelha.
    No entendimento dos policiais, os pistoleiros sabiam da rotina de Munir Hammoud e agiram num momento em que ele estava descontraído, uma vez que os tiros foram todos a curta distância.   

Fonte: Folha de Dourados

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