Preço da carne sobe até 10% em 60 dias
Geral – 23/06/2010
A aproximação da entressafra e a alta do preço dos bezerros, que é o “termômetro” do mercado da pecuária, começa a preocupar o mercado da carne. Pesquisa do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), relativo a maio, aponta aumento em praticamente todos os cortes de carne bovina. Destacamse o músculo (9,81%), acém (5,80%), filé mignon (5,74%), ponta de peito (5,22%) e alcatra (4,79%). A disparada no preço tem pressionado os custos e já refletem no valor da arroba.
A última cotação, do dia 16 de junho, apontava o bezerro a R$ 740,23, alta de R$ 20 apenas neste mês e no ano de R$ 138,00, o que corresponde a 23%, conforme dados da Esalq/USP.
Em Dourados, nos últimos 60 dias, o aumento foi de praticamente 10%. De acordo com o empresário Edson Dutra, apesar da alta para os comerciantes o valor a mais vem sendo repassado aos poucos para o consumidor final. “Nos últimos dias o valor do produto oscilou. Subiu, baixou e voltou a crescer. Nem houve tempo para adequar as tabelas”, disse.
Apesar de ainda não influenciar na procura, os comerciantes pretendem driblar a alta com promoções. “Já fazemos e continuaremos mantendo um dia de promoções da carne na semana”, disse, observando que o período de Copa já aumentou em 20% as vendas da carne.
Para o açougueiro Elizeu Martins de Souza, a alta ainda não foi repassada pelos frigoríficos. “Este valor chega em empresas maiores como os mercados”, explica. Segundo ele, a maior procura está nos finais de semana. “É cultura dos douradenses se reunir com a família para fazer um bom churrasco”, conta.
Nos açougues, segundo ele, o preço da fraudinha, por exemplo, custa R$ 8.98 o quilo; o miolo de paleta ou acém sai por R$ 7.49; e a costela bovina por R$ 5.39. Os valores são considerados “salgados” por alguns consumidores. Para driblar a alta, eles traçam estratégias. A dona de casa Marta Mishauski Thiesen, de 36 anos, aposta nas promoções. “Só compro carnes que estão em oferta. Picanha nesta época nem pensar”, diz. A dona de casa Sueli Santana de Araújo diz que o jeito é diminuir na quantidade. “Como nada substitui o churrasco não tem como abrir mão”, finaliza.
Fonte: Dourados Agora



