Saiba o motivo da comemoração do dia das mães e das mulheres

A origem do dia das mães remonta a igreja metodista norte americana. Anna Jarvis perdeu a mãe, Ann Marie Reeves Jarvis, em 1905. Resolveu se juntar a amigas e companheiras de religião para enaltecer a figura feminina na cidade de Grafton, Virginia Ocidental. 3 anos depois, o movimento já era tão grande que chamou a atenção do governador do estado.
Em 1910, o dia 26 de abril acabou se tornando a data em homenagem às progenitoras de toda a região. E em 1914, o presidente americano federalizou o segundo domingo de maio como o dia em homenagem às mães. O fato acabou se internacionalizando posteriormente.
Uma única mãe, com todas as suas particularidades, acabou influenciando um país e depois todo o planeta, devido a sua bondade, doação, amor e carinho com os seus descendentes. Aposto que você não sabia disso? Uma mulher foi capaz de mudar o mundo, dentro do seu lar. Coisa que poucas conseguem…
No Brasil, a comemoração se tornou oficial a partir do governo do presidente Getúlio Vargas, em 1930, apesar de já haver registros de homenagens desde o ano de 1918. O então Movimento Feminista Brasileiro, que já lutava pelo direito ao voto das mulheres, foi um dos maiores incentivadores desta conquista.
O voto acabou vindo 2 anos depois, em 1932. A data, muito amorosa, também acontece em maio e num domingo, para que não afetasse o comércio. Mas foi exatamente por causa dela que a movimentação econômica aumentou e se solidificou durante o quinto mês do ano.
Não houve nenhum grande evento que sinalizasse a data por aqui. Ao contrário do que acontece no dia da mulher, que é comemorado em 8 de março, todos os anos, como lembrança perene da tragédia ocorrida em uma fábrica norte americana. Mulheres reivindicaram melhores condições de trabalho, mas homens trancaram dezenas de crianças e jovens no local e o incendiaram.
Após uma atitude tão radicalizada, o dia nunca mais foi esquecido, tornando-se uma data mundial em que se luta pelos direitos femininos e pelo respeito e igualdade dos gêneros. Alguns países eslavos, como a Sérvia e a Rússia, por exemplo, comemoram o dia das mães no dia da mulher, numa mistura freudiana indissolúvel entre ambos significados.

A data se universalizou a partir de 1975, quando a ONU comemorou o ano internacional da mulher. Além da história sobre o incêndio na fábrica, há diversas versões de lutas femininas por melhores condições de trabalho, igualdade nas leis, salários, carga horária e outras reivindicações.
Até hoje, há países onde mulheres não podem votar ou dirigir, como a Arábia Saudita. Não podem escolher seus maridos, não aceitam suas palavras legalmente contra um homem – como no Catar, onde se realizará a próxima Copa do Mundo – ou aqui mesmo no Brasil, onde não se pode decidir sobre laqueaduras sem a concordância do marido.
As lutas ainda são grandes e muito demoradas para a grande maioria das mulheres, sejam elas mães ou não. Deve-se sempre marcar posição nestas datas comemorativas, seja para festejar o que já foi conquistado, seja para continuar as batalhas por tudo o que ainda não foi alcançado.
O dramaturgo alemão Bertold Brecht fala sobre os homens – no sentido de pessoas, seres humanos – e isso diz tudo sobre todas as mulheres: “Há homens que lutam um dia e são bons, há outros que lutam um ano e são melhores, há os que lutam muitos anos e são muito bons. Mas há os que lutam toda a vida e estes são imprescindíveis”.
Comemorem seu dia, sem esquecer as lutas!


