Para delegado, abordagem de PMs a cliente negro foi ‘inadequada e truculenta’
11/08/2020 16h23 – Por: Folha de Dourados
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Os dois homens que na última quinta-feira (6) renderam e ameaçaram um cliente negro do Ilha Plaza Shopping, na Ilha do Governador (zona norte do Rio), prestaram depoimento na segunda-feira (10) na 37ª DP (Ilha do Governador). Eles foram identificados como os policiais militares Diego Alves da Silva, soldado do Batalhão de Choque, e Gabriel Guimarães Sá Izaú, sargento lotado no programa Segurança Presente.
Segundo a administração do shopping, ambos trabalhavam para uma “empresa de consultoria de segurança”, que foi afastada. Os dois PMs são investigados pelos crimes de racismo e abuso de autoridade contra o jovem Matheus Fernandes, de 18 anos, que trabalha como entregador de comida por aplicativo e foi ao shopping para trocar um relógio numa unidade das Lojas Renner.
Após o depoimento, o advogado Ricardo Chagas, que defende Izaú, afirmou que seu cliente não agrediu Fernandes nem o obrigou a ir até a escada de incêndio – ao contrário do que as imagens demonstram. “O garoto estava filmando ele e ele se sentiu constrangido e foi saber o que estava acontecendo. Ele (Fernandes) não foi agredido, não houve agressão”, afirmou o advogado. “(O PM) não levou para a escada. Não houve, eles caíram. Na hora que ele tirou ele da passagem, ele esbarrou e caiu”, disse.
Os dois homens que na última quinta-feira (6) renderam e ameaçaram um cliente negro do Ilha Plaza Shopping, na Ilha do Governador (zona norte do Rio), prestaram depoimento na segunda-feira (10) na 37ª DP (Ilha do Governador). Eles foram identificados como os policiais militares Diego Alves da Silva, soldado do Batalhão de Choque, e Gabriel Guimarães Sá Izaú, sargento lotado no programa Segurança Presente.
Segundo a administração do shopping, ambos trabalhavam para uma “empresa de consultoria de segurança”, que foi afastada. Os dois PMs são investigados pelos crimes de racismo e abuso de autoridade contra o jovem Matheus Fernandes, de 18 anos, que trabalha como entregador de comida por aplicativo e foi ao shopping para trocar um relógio numa unidade das Lojas Renner.
Após o depoimento, o advogado Ricardo Chagas, que defende Izaú, afirmou que seu cliente não agrediu Fernandes nem o obrigou a ir até a escada de incêndio – ao contrário do que as imagens demonstram. “O garoto estava filmando ele e ele se sentiu constrangido e foi saber o que estava acontecendo. Ele (Fernandes) não foi agredido, não houve agressão”, afirmou o advogado. “(O PM) não levou para a escada. Não houve, eles caíram. Na hora que ele tirou ele da passagem, ele esbarrou e caiu”, disse.
Chagas negou que o PM tenha discriminado o entregador: “Em hipótese alguma houve ali alguma discriminação. Simplesmente, o rapaz passou por ele, ficou encarando ele e ele falou: ‘pô, o que tá acontecendo?'”, disse o advogado. O outro policial e seu advogado saíram da delegacia meia hora depois e não falaram com a imprensa.
O delegado Marcos Henrique, que investiga o caso, afirmou que “as imagens são muitos claras”: “A abordagem foi uma abordagem inadequada, truculenta. Houve ali um erro de avaliação e eles responderão penalmente por isso”. Segundo ele, os PMs negaram ter abordado Fernandes por ser negro: “Informaram que abordaram Matheus não pela sua cor da pele, deixaram bem claro que agiram em função de algumas circunstâncias: o boné que Matheus usava fazia referência ao chefe do tráfico do Dendê, já falecido, que Matheus passou encarando os policiais e estava filmando”, contou o delegado.
Entenda o caso
Fernandes foi rendido e ameaçado por dois homens que se identificaram como policiais enquanto aguardava atendimento numa unidade das Lojas Renner, dentro do Ilha Plaza Shopping. Armados, os dois homens obrigaram Fernandes a sair da loja e seguir até uma escadaria, onde ele foi ameaçado e teve que entregar a carteira com documentos. (MidiaMax)




