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Brasil vence Uruguai nos pênaltis e vai à final da Copa América

Um sufoco... Foi a forma encontrada pela seleção brasileira para passar a fase final da Copa América.

SUFOCO – 11/07/2007

Um sufoco… Foi a forma encontrada pela seleção brasileira para passar a fase final da Copa América, embora se notasse bastante empenho dos jogadores para conseguir a vitória. O Brasil até que começou bem. Aos 8 minutos, Mineiro arriscou de longe e quase acertou… um torcedor na arquibancada. Aos 12 minutos, após belo passe de Júlio Baptista pela direita, Vágner Love fez o corta-luz para o mesmo Mineiro. O ex-são-paulino apareceu de surpresa na entrada da área e chutou para defesa parcial de Carini. Maicon, no rebote, fez o gol e saiu para comemorar com todo o banco de reservas.
Aos 15 minutos, apagão em Maracaibo! Uma das quatro torres de iluminação do estádio parou de funcionar. O árbitro Oscar Ruiz esperou 13 minutos e reiniciou a partida mesmo sem que todos os 96 refletores da torre funcionassem completamente (o que aconteceu oito minutos depois do recomeço do duelo).
Mas se a luz voltou ao estádio, não voltou para o time brasileiro. O apagão da seleção fez com que o Uruguai ameaçasse em cruzamentos e jogadas individuais de Recoba e Forlán. E, aos 48, um minuto depois de Vágner Love perder um gol incrível (o jogador chegou a reclamar pênalti na jogada), a Celeste conseguiu o empate. Em cobrança de escanteio, Doni se atrapalhou com Juan e rebateu nos pés de Forlán, que só teve o trabalho de chutar no canto.
Mas os mesmos cruzamentos que incomodavam foram utilizados pela seleção brasileira para voltar à frente do placar. Maicon centrou pela direita, e Júlio Baptista, com oportunismo, escorou para o fundo das redes de Carini aos 53 minutos do primeiro tempo.
À frente no placar, o Brasil começou o segundo tempo mais fechado, esperando o Uruguai em seu campo. O time de Dunga mostrava muita garra, ganhava a maioria das divididas e superava a tradicional raça uruguaia. Por outro lado, alguns jogadores começaram a dar sinais de cansaço por volta dos 15 minutos.
E aos 24, mesmo sem ameaçar muito, a Celeste empatou outra vez. Após cruzamento pela esquerda, Forlán desviou de cabeça, e Abreu, que entrara após o intervalo, de carrinho, fez o gol uruguaio.
Depois disso, Dunga resolveu mexer no time. Promoveu a estréia de Fernando no torneio na vaga de Josué e botou Diego no lugar de Júlio Baptista. No entanto, nenhuma das substituições surtiu efeito (Afonso também entrou no lugar de Love, mas pouco fez), e a partida foi para os pênaltis…
Para as penalidades, Dunga escalou Robinho, Juan, Gilberto Silva, Afonso e Diego. Robinho, que não brilhou durante a partida, abriu a série e fez 1 a 0 para o Brasil. O uruguaio Forlán não teve a mesma sorte. Cobrou mal e permitiu que Doni fizesse a defesa com os pés. Afonso e Fernando, para o Brasil, e Pablo García, para o Uruguai, também desperdiçaram suas cobranças. Mas, nas séries alternadas, Gilberto deixou o dele, e Doni, (com a benevolência de Oscar Ruiz que não mandou repetir a cobrança – Doni adiantou-se três metros), defendeu a cobrança do ex-são-paulino Lugano, e botou o Brasil na final
 

Fonte: Globo Esporte

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