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Juiz autoriza quebra de sigilo telefônico

Caso Motel – 31/07/2007

O juiz Julio Roberto Siqueira Cardoso, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, acatou no fim da tarde de ontem pedido do MPE (Ministério Público Estadual), através do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), para quebra de sigilos telefônicos de 26 pessoas e duas empresas que possam ter alguma ligação como o “Caso Motel”, como ficou conhecido o assassinato dos jovens Murilo Alcalde e Eliane Ortiz, encontrado mortos em um quarto do Motel Chega Mais em 21 de junho de 2005.

O magistrado confirmou que foi concedido prazo de 90 dias para que o MPE conclua os levantamentos e a quebra de sigilo telefônico. O promotor Clóvis Smaniotto, que faz parte do Gaeco, afirmou que o objetivo das escutas será cruzar dados sobre as ligações feitas por essas 26 pessoas no período de 15 a 30 de junho de 2005, uma semana antes e uma depois da morte dos jovens.

O promotor não revelou os nomes das pessoas que tiveram a solicitação para quebra do sigilo telefônico. O pedido do MPE foi feito no dia 18 deste mês. A assessoria do juiz Julio Roberto Siqueira também não informou os nomes das pessoas. O promotor confirmou que consta na lista coronel da Polícia Militar, garotas de programas, delegados, jornalista e empresário.

O MPE já teve acesso a uma escuta telefônica realizada em 2005 envolvendo pessoas citadas no processo. Na ação, constam como réus o sargento Getulio Morelli dos Santos, o cabo Adriano de Araújo Mello, Irio Vilmar Rodrigues e Ronaldo Vilas Boas Ferreira.

O sargento Getulio, cabo Adriano e Irio Vilmar chegaram a ficar detidos, entretanto, foram liberados em fevereiro deste ano, pois o juiz considerou que havia falta de provas para manter os três réus presos.

Fonte: MidiaMax

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