Projeto acaba com 30 anos de vida em área de risco
O projeto de revitalização vai acabar com quase 30 anos de dificuldades para um grupo de 40 famílias no Jardim Climax
PAC – 02/08/2007
O projeto de revitalização de mais um trecho do Córrego Água Boa, com implantação de um parque linear e uma avenida em suas margens, vai acabar com quase 30 anos de dificuldades para um grupo de 40 famílias que nestas três décadas criou filhos e agora os netos, em área de risco no Jardim Climax. A gente até se acostuma, mas a coisa aqui não é fácil, avalia o senhor Ogrinal de Carvalho, remanescente do primeiro grupo que ocupou a área de fundo de vale, enquanto observa os dois netos brincando pela viela que corta o núcleo de casas no bairro já com todo asfalto- e o Parque Antenor Martins. Ao longo de todo este tempo a cidade foi avançando. O que antes era um local isolado hoje as casas estão instaladas exatamente onde termina a Rua Joaquim Teixeira Alves.
Desde que seja um lugar perto, seco e onde haja uma casa, eu vou embora na hora, assegura o morador. Dona Benedita Silva, 74 anos, viúva há 11 anos, também é outra moradora antiga e alega que alguns vizinhos abriram valeta para despejar direto no córrego o esgoto do banheiro e com isso, seu quintal virou um lamaçal permanente. Aqui você fura um palmo e a água brota, revela.
Um dado curioso nesta área do Jardim Clímax é que quase todos os moradores são parentes: irmãos, filhos, netos. O tempo foi passando. Os filhos crescendo, casaram e acabaram construído casebres por aqui mesmo, fala com conhecimento de causa dona Dina Gomes, dona de umas poucas casas de material, fruto de 11 anos de economias.
Nas proximidades moram um irmão (o outro morreu e uma das suas filhas herdou a casa) e duas filhas, ambas casadas e com filhos.
Projeto vai zerar famílias em área de risco
As 40 famílias do Jardim Clímax, mais que as estão às margens do Córrego Rego da Água ou em outras áreas de risco vão mudar para o conjunto Estrela Tovy (I, II e III) que juntos vão ter 450 casas. A Prefeitura adquiriu duas áreas próxima de onda elas moram atualmente: uma de 16 hectares, onde seria construída a sede do Clube Atlético Dourados (no Jardim Clímax), suficiente para abrigar 290 famílias.
Outras 160 casas vão ser erguidas em parte dos 18 hectares comprados no Jardim Flórida II. A área remanescente vai se transformar num parque ecológico. O projeto prevê a construção de uma escola com 12 salas, um centro de educação infantil e um centro de referencia de atendimento social.
São áreas bem localizadas. Houve preocupação de manter as famílias perto de onde já criaram raízes, tem vínculos de amizade e até trabalham, observou o prefeito.
Na avaliação de Tetila com mais 450 famílias a Prefeitura terá conseguido praticamente zerar as famílias que moravam em áreas insalubres, fundo de vale, onde não havia condições de habitação. Assegura-se o duplo objetivo de garantir de qualidade vida às pessoas e recuperar recursos naturais que estavam degradadas pela ocupação indevida.
Está sendo preparada a entrega de 230 escrituras de famílias do Cachoeirinha que não precisaram ser removidas porque seus lotes receberam esgoto e estão fora da área de preservação ambiental.
Fonte: Folha de Dourados



